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Cobertura do Circuito 4X1 – Dia 05/03 Parte da Tarde

Posted on : 10-03-2010 | By : Leonardo Spinardi | In : atualidade, comportamento, eventos, mídias sociais, tendências

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A segunda etapa do Circuito 4X1, realizada na sexta-feira à tarde, começou logo após o almoço e o risco de ter uma platéia sonolenta não era pequeno. Tal fato só não aconteceu porque a sequência de palestras arrebentou e garantiu a agitação do público com assuntos pra lá de relevantes.

- Veja o resumo da parte da manhã, quando o assunto foi o Consumidor 2.0.

Cracha do evento, realizado nos dias 05 e 06 de março, na Faculdade CCAA, no Riachuelo.

Cracha do evento, realizado nos dias 05 e 06 de março, na Faculdade CCAA, no Riachuelo.

Seguida uma após a outra, em um ritmo acelerado, assisti as palestras de Risoleta Miranda (Gestão em Mídias Sociais), Jonatas Abbott (Inovação é Conteúdo e Resultado), Gustavo Loureiro (Web Analytics – Por quê e para quem?) e Patrícia Moura (Empresas mal estruturadas X mídias sociais), que vocês poderão conferir com mais detalhes a partir de agora.

 

Risoleta Miranda – FSB Digital
Palestra: Gestão em Mídias Sociais

Rizzo Miranda abordou as questões em torno das estratégias para mídias digitais.

Rizzo Miranda abordou as questões em torno das estratégias para mídias digitais dentro das empresas.

Usando a definição de “gestão” encontrada no Wikipédia, Rizzo Miranda, como é mais conhecida, iniciou sua palestra diminuindo a importância das ferramentas no processo de gestão das mídias sociais por considerá-las passageiras, enquanto as pessoas, estas sim importantes, protagonizam a comunicação nas extremidades do processo e devem ser colocadas no foco da questão.

Rizzo abordou o assunto sob a ótica das agências, destacando o desafio de estruturar uma proposta de atuação nas redes sociais para as empresas. “É preciso assumir o papel de tradutor dessa nova realidade de comunicação. Como explicar para o diretor de uma empresa o que são followers? Alguém que tem delírio paranóide, ao se cadastrar no twitter e receber a mensagem ‘Fulaninho está seguindo você!’ pode olhar pra trás e tomar um susto”, brincou.

“É preciso assumir o papel de tradutor dessa nova realidade de comunicação. Como explicar para o diretor de uma empresa o que são followers? Alguém que tem delírio paranóide, ao se cadastrar no twitter e receber a mensagem ‘Fulaninho está seguindo você!’ pode olhar pra trás e tomar um susto”

Segundo Risoleta, a gestão de redes sociais tem mais a ver com causas do que com campanhas. As campanhas têm início, meio e fim e funcionam como um botão de on e off. Ou você está no período de campanha ou não está. Já a causa funciona mais como o dial de um rádio, quando as pessoas vão se sintonizando e se engajando de acordo com que entram em contato com aquele assunto e com a relevância que ele tem para cada um.

“A entrega de uma estratégia que faça sentido passa por conhecimentos anteriores como marketing, gestão, Project, cronogramas.”

Ainda assim, Risoleta Miranda garantiu que a palavra-chave em mídias sociais é experimentar, mas que, sem dúvida, planejar ajuda. E muito! “A entrega de uma estratégia que faça sentido passa por conhecimentos anteriores como marketing, gestão, Project, cronogramas.”, ressaltou. Por fim, listou 5 coisas que aprendeu e outras 5 que ainda não aprendeu no trabalho de gestão em mídias digitais:

- O que ela aprendeu:
01- Escolha a pessoa certa para liderar – Ou você fica do tamanho do seu cliente ou não rola. Seu cliente não irá diminuir para ficar do seu tamanho.
02- Tenha metodologia – imersão -> estratégia -> definição do gestor -> analistas de mídias sociais -> monitoramento -> robô -> resultado.
03- A
04- Não há mágica: defina KPIs (metas) – conseguir seguidores, aumentar pageviews ou citações positivas em x comunidades. Mesmo que você depois as derrube.
05- Combine com os clientes a regra do jogo.

- O que ela ainda não aprendeu:
01- Como não ficar stressada – saudável paranóia de monitorar tudo
02- Como lidar com os “millenials
03- Como não atrasar a entrega do projeto – já chegam com prazos estourados.
04- Como mensurar “engagement” – não dá! (ainda)
05- Como fazer um cliente feliz quando você “só” acertou 99,999999%.

Numa mistura de simpatia com diversas referências culturais e científicas, a palestra de Risoleta Miranda chegou ao fim deixando uma excelente impressão. Não a conhecia e gostei muito da sua postura e da sua visão sobre o assunto. Vou buscar conhecer mais sobre seu trabalho nas redes.

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Jonatas Abbott – Diretor Executivo da Dinamize
Palestra: Inovação é Conteúdo e Resultado

Jonatas Abbott não acredita na "Trilha de Sangue" que veiculam por aí.

Jonatas Abbott não acredita na "Trilha de Sangue" que veiculam por aí.

Aparentando ser uma pessoa séria e fechada, Jonatas Abbott começou sua palestra mostrando a sua indignação com a “Trilha de Sangue” que se sucede atualmente nos meios de comunicação. Ledo engano sobre a sua personalidade. Rapidamente a gente consegue perceber o humor e entende que a “Trilha de Sangue” a qual se refere logo nos primeiros slides da apresentação, trata das constantes mortes à TV, jornal, cinema e até e-mail que são anunciadas em veículos formadores de opinião. “Com tanta morte assim, tá parecendo o Notícias Populares de São Paulo”, satirizou.

A indignação de Jonatas com a “Trilha de Sangue” está na crença de que o ser humano não é monofásico, e, portanto, não há necessidade de algum meio morrer para que outro possa existir. “O uso desses meios deve ser crossmedia, complementares. É cada vez mais comum o uso do computador com a TV, com o celular, com a revista”, exemplificou. “Os meios estão se reinventando com o crescimento da internet”.

Em busca da verdade sobre a morte de alguns meios, Jonatas contou que foi buscar conhecer mais sobre o comportamento de um profissional de vanguarda do meio para saber se ele não vê mais TV, não vai ao cinema ou desconsidera jornal como pregam as manchetes. Mostrou slides com opiniões de Michel Lent sobre um programa de TV e sobre um filme visto recentemente no cinema. “Quando vi que o Michel ainda usava esses meios, me senti aliviado. Não estou louco”, contou. A indignação com o frenesi em torno do hype prosseguiu com exemplos das ditas publicidades inteligentes que a internet pode oferecer. Um atrás do outro, foram exibidos exemplos ruins e inconvenientes de propaganda na web dentro dos portais da Globo.com, UOL, entre outros , como botão “fechar” escondido e links por cima de notícias de destaque que o fazem clicar sem querer na publicidade ao tentar visualizar a notícia.

Dando sequência à “Trilha de Sangue”, citou um exemplo de matéria publicada pela Revista Exame, em outubro de 2009, que anunciava a morte do e-mail. “Disparo de e-mail marketing é um dos principais serviços que minha empresa presta. E ele vai morrer?”, se questionou. A matéria justificava a morte do e-mail através do crescimento das redes sociais, mensageiros instantâneos e blogs. “Só se esqueceram de dizer que você precisa de um e-mail para ter uma conta em qualquer um desses meios, né?”, argumentou Jonatas, reforçando a sua crença de que o e-mail está longe de chegar ao fim.

Perto de terminar, o palestrante listou o que considera o tripé de tendências que vão fazer a diferença nos próximos anos. “A entrada das classes C e D, o mercado mobile e as possibilidades de e-commerce dentro desse contexto são tendências que deverão trazer resultados reais”. Segundo Jonatas, muito se fala em realidade aumentada, hologramas e outras tecnologias mais avançadas, mas ele acredita que o que ainda fará diferença será , dentro do contexto acima, ter um bom site (SEO, chat, serviço, usabilidade), estar bem posicionado nos buscadores e um trabalho de e-mail marketing buscando relacionamento direto com os clientes.

No final, surpreendeu a todos ao afirmar que acredita que o cargo de redator pode ser a profissão do futuro. “É preciso respeitar a técnica de quem estudou 4 anos e adquiriu a capacidade de criar títulos interessantes, resumir notícias e elaborar lides que, não raros, possuem 140 caracteres como o Twitter”. Como o conteúdo ainda é o rei, compreendi que o redator seguirá responsável pelo formato, relevância e sedução que textos, fotos, vídeos e infográficos podem exercer na conquista de audiência.

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Gustavo Loureiro – Coordenador do curso de Marketing Digital da Infnet
Palestra: Web Analytics: Por quê e Para quem?

Gustavo Loureiro falou sobre a importância de se medir as ações online.

Gustavo Loureiro falou sobre a importância de se medir as ações online.

Após a palestra ligada no 220v do Jonatas Abbott, tivemos uma palestra mais breve e um pouco mais técnica que as demais. Ela ficou a cargo de Gustavo Loureiro, que focou na importância de se medir as ações realizadas na web. Gustavo ressaltou que é importante fazer campanhas de banner, links patrocinados e e-mail marketing, mas é mais importante ainda mensurar para se ter uma idéia do quanto aquele investimento lhe trouxe de retorno. Dependendo do caso, o acompanhamento pode ser mensal, quinzenal ou semanal, mas é importante acompanhar essa evolução até que se tenha um histórico rico de informações para avaliar.

Gustavo citou o exemplo de um disparo de e-mail marketing que teria custado mil reais. Se apenas duas pessoas responderam e compraram através daquele e-mail, cada uma delas teria saído a 500 reais para empresa. “Valeria mais ter pago um almoço para cada uma”, brincou. Gustavo ainda fez uma observação da importância do qualitativo em relação ao quantitativo. Em muitos casos, como no caso de um vídeo de divulgação do curso da Infnet, é muito mais interessante saber que os alunos estão ansiosos para o início das aulas (qualitativo) do que quantas pessoas viram o vídeo (quantitativo). Mas essas métricas devem respeitar a característica do que está sendo medido, seja a audiência de um site, o retorno de um e-mail marketing ou os benefícios de ações de SEO.

Para terminar, Gustavo Loureiro achou importante ressaltar que talvez o acompanhamento das métricas esteja sendo feito por uma área específica dentro das empresas, mas que elas podem ganhar muito mais importância se forem compartilhadas com outros setores da companhia como a área comercial ou outras áreas técnicas. Áreas com visões diferentes podem identificar outros sentidos e oportunidades nas informações monitoradas.

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Patrícia Moura – Coordenadora de Mídias Sociais da agência Binder/FC+M
Palestra: Empresas Mal Estruturadas X Mídias Digitais

Patrícia Moura chamou atenção para a falta de estrutura das empresas e o desejo delas de estar nas redes sociais.

Patrícia Moura chamou atenção para a falta de estrutura das empresas e o desejo delas de estar nas redes sociais.

Conhecida por @missmoura, Patrícia também fez uma palestra rápida, na reta final do evento, quando o público já se encontrava cansado. O assunto, sem dúvida, era pertinente e Patrícia veio para colocar o dedo na ferida. “O que a gente tem visto é que o desejo dos clientes de estar nas mídias sociais tem gerado estratégias prematuras”. A palestra veio para avaliar a entrada das empresas nas mídias sociais em relação às alterações que precisariam ser feitas em sua estruturas para que estejam prontas.

Segundo Miss Moura, uma reclamação que surja nas redes sociais, como no site Reclame Aqui, não impacta somente a área de marketing responsável por monitorar esse ambiente, mas respinga também no chão de fábrica, envolve a logística, comunicação interna e até o funcionário insatisfeito que está atendendo ao telefone mal. “É uma mudança estrutural, até física mesmo, para se construir um caminho que possa atender os canais”.

Patrícia Moura falou a respeito do “Contrato Psicológico” que acontece entre consumidor e marca. Segundo ela, ao entrar em contato com uma propaganda, antes mesmo da compra/contrato, a pessoa já se vislumbra desfrutando dos benefícios daquele produto ou serviço. No exemplo de uma bicicleta, Patrícia reforçou que a expectativa de passear, emagrecer e viver bons momentos já estão embutidas nesse contrato psicológico. Quando esse contrato não se realiza ou é quebrado, o resultado é o ódio declarado por parte do usuário.

Patrícia ainda chamou a atenção para os impactos que uma imagem negativa na web pode gerar para marca além da internet. “Se geral está falando mal, menos pessoas irão acreditar nas próximas propagandas na TV ou revista”, exemplificou. Por fim, Patrícia concluiu: “Ou as empresas atendem as expectativas geradas ou é melhor realinhar as promessas.”

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Resumo do Evento

Após a apresentação de Patrícia Moura, ainda aconteceu um debate, que foi curto, sem a presença de Rizzo Miranda e com curta participação do Jonatas Abbott. A platéia também já estava cansada e já se passava das 18h.

Sobre o evento, gostei da estrutura, do ambiente e do conteúdo dos palestrantes. Saí da Faculdade CCAA ainda meio zonzo diante de tanta informação. Cabe aqui os parabéns para o Oscar Ferrira (@kakamachine) pela organização e estruturação do evento. Muita gente que vê não deve ter idéia do quão custoso e trabalhoso é reunir profissionais de destaque dentro de um estrutura com telão, internet wi-fi, boa acústica e pontos de eletricidade ao longo do auditório para a platéia poder conectar seus note e netbooks. Que venham os próximos aqui no Rio. Pelo que já fiquei sabendo, parece que o Circuito 4X1 vai rodar em outras cidades do Brasil.

Sorte e Sucesso!

Comments (2)

[...] Veja também a cobertura da parte da TARDE, do Circuito 4X1. Ciclo de palestras sobre Marketing Digital, em dois dias de [...]

O evento foi excelente, parabéns a todos os envolvidos.

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