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O WeTransfer é uma versão moderninha dos super úteis sites de transferências de arquivo, tipo YouSendIt ou MediaFire. Conheci o serviço há pouco tempo e resolvi testar para ver o que ele oferece além das belíssimas imagens de fundo e do layout minimalista.
O que me chamou a atenção, de cara, é que ele não exige cadastro. Um ganho e tanto de tempo para o fornecedor que está no desespero de enviar um documento para o cliente. O processo de envio é simples (disponível em português) e os docs que devem ter, no máximo, 2GB de tamanho, ficam disponíveis para download durante duas semanas.
Outro ponto que chama muito a atenção são as imagens de fundo que se alternam e revelam fotos bem bacanas e ilustrações no mesmo nível. Neste contexto, estão alguns anúncios publicitários, nada invasivos e totalmente inseridos na proposta do site. Achei um golaço.
Quem recebe o e-mail com o link para download também dá de cara com um layout enxuto e clean, mas se eu fosse o pessoal do site, pra dinamizar na velocidade, radicalizaria ainda mais, colocando só um txt com o link e pronto. No mais, recomendo, sim, o WeTransfer, pelo menos enquanto ele ainda não está bombado, funcionando 100%.
Na segunda etapa do fórum, a platéia sofreu uma pequena baixa após o almoço, mas o auditório ainda assim seguiu cheio para assistir ao módulo “Reinventando a Comunicação”, que visava abordar novas disciplinas e questões relacionadas aos mecanismos de busca e às tecnologias mobile.
Público se manteve presente na parte da tarde, no belo auditório da Universidade Petrobras.
Tornando sua marca encontrável
Para falar sobre o primeiro assunto, Alexandre Kavinski, Sócio-diretor da iCherry, assumiu a palavra apresentando o conceito de links patrocinados e o modelo de leilão na compra de palavras-chave, destacando o excelente ROI que esse tipo de anúncio oferece.
Kavinski destacou a importância da presença e do alcance dos links patrocinados, já que aparecem nos resultados das ferramentas de busca, que são portas de entrada tanto para usuários novatos quanto avançados.
Um slide interessante mostrava um comparativo de valor de palavras-chave no mercado brasileiro e no norte-americano, para exemplificar o quanto esse recurso ainda pode ser explorado no Brasil. Como há menos competição, as palavras são muito mais baratas de se comprar no mercado brasileiro. Além disso, as marcas que aparecem nos resultados das buscas são percebidas pelos consumidores como líderes de mercado por 36% das pessoas.
Apesar de se aprofundar um pouco no tecniquês, Kavinski mostrou como as ferramentas podem ser usadas de forma estratégica para compreender as nuances do mercado. Através de ferramentas do Google como o Insight for Search, onde é possível acompanhar gráficos com números de buscas feitas por uma palavra-chave em determinado período, Kavinski citou o exemplo da palavra “jóias”, cujas buscas relacionadas também faziam referência às palavras “jóias indianas”. A justificativa era o sucesso da novela “Caminho das Índias”. Mas o apresentador disse que os camelôs da 25 de Março souberam aproveitar melhor isso do que as lojas de jóias, que não disponibilizavam na vitrine dos seus sites nenhum destaque do gênero na época, desperdiçando a oportunidade de ser a resposta para as perguntas que essas pessoas faziam nas buscas.
Para finalizar, Kavinski também alertou para a oportunidade de benchmarking que as buscas permitem, através de um acompanhamento minucioso das ações da concorrência e ressaltou que o universo das buscas ainda vai se desenvolver muito, de formas que ainda não somos capazes de imaginar. É esperar pra ver. E garantir o nosso nome naquela página tão sagrada de resultados.
Eduardo Maluf apresentou questões interessantes sobre sites mobile e aplicativos, mas o final despencou pro jabá.
Site Móvel x Aplicativos – Uma questão de estratégia
Em seguida, a palavra ficou com Edison Maluf, Diretor Executivo da Hands Awesome Mobile, que abordou a complexidade de se fazer sites e/ou aplicativos para Mobile, por conta dos diversos formatos de tela e sistemas existentes. Segundo ele, essa variedadade surgiu porque os fabricantes viram na AppStore um excelente modelo de negócio e todos quiseram ter o seu próprio esquema e sua própria loja, através de sistemas fechados.
Maluf também apresentou um excelente comparativo das características entre sites mobile e aplicativos que, de forma resumida, resultou no seguinte raio-x:
Sites mobile são acessados X Aplicativos são baixados
O endereço web já é conhecido X É preciso procurar na loja virtual
Promoção contínua e simples X Divulgação intensa para que não fique esquecido na loja
Atualização feita no servidor X Upgrade do software e posterior download
Site em miniatura X Novo aprendizado contextualizado
Acessado de qualquer sistema operacional X Plataformas específicas
Restrição de limitação do celular X Explora os recursos do sistema operacional
Cara de site X Recursos originais do próprio celular
Adicionado como favorito no browser X Adicionado à lista de destaque para acesso
Seguro com alguma vulnerabilidade X Software fechado e seguro
Edison Maluf ainda nos contou que o número de usuários que usavam celular para acessar a internet cresceu de 13% para 85% após o advento do iPhone e iPod. A cultura e a propaganda dessas maravilhas tecnológicas teriam despertado no público o hábito e a vontade de se conectar através dos seus celulares, mesmo os de gerações anteriores.
A partir daí a apresentação descambou pro jabá e Maluf apresentou um dúzia de cases de sua empresa, de forma superficial, que deu uma dispersada na galera, pouco antes da hora do coffee break.
Debate irreverente e conceitos surreais com a turma da MISSA.
Painel: A Missa e suas idéias sobre os novos caminhos da comunicação.
Chegou a hora de assistir ao debate que eu mais esperava. Na verdade, essa expectativa só se justificava porque eu gostaria de entender o que passa na cabeça de pessoas que se denominam Diretores de Whatever, como é o caso do Felipe Anghinoni e Tiago Mattos, ambos da Perestroika.
A mesa também era composta por Yentl Delanhesi, Concept da CUBOCC;Mauro Silva, Diretor de Criação da LiveAD; e André Passamani, CoCEO da Colmeia. O que vi foi uma desconstrução de conceitos, entre eles, o de modelos atuais de agências.
Felipe Anghioni iniciou a primeira parte da apresentação explicando que A MISSA foi um curso que juntou as 4 empresas citadas acima para abrirem suas tecnologias e modelos de produção de forma a compartilharem, em detalhe, como os cases foram feitos, no melhor estilo open source. As aulas foram divididas em 4 pilares e 50 horas, que seriam resumidas a partir daquele momento na próxima uma hora e meia de apresentações.
Mauro Silva então se lavantou da mesa e assumiu a posição de destaque para falar do tema Riqueza Social. O foco foi o conceito de moeda social existente entre as marcas e seus seguidores, que pode ser convertida em gratidão ou vingança, de acordo com o reflexo de reciprocidade. Segundo Mauro, reflexo de reciprocidade é o que pessoas e animais fazem aos outros com a expectativa velada de que o mesmo seja feito a eles. Seria uma troca de gratidão, como a gente pode ver nas atitudes dos usuário do “peer to peer” e do “pay with a tweet”.
Todo esse papo meio sociológico serviu para explicar o grande desafio que as marcas tem em suas ações de comunicação, que para gerar engajamento, agora devem doar algo único e útil para a vida das pessoas. E nem sempre é o produto. Logo o retorno virá na mesma moeda. Se for algo bom, gera paixão. Se for algo nocivo, vingança.
Yentl Delanhesi ganhou os holofotes e se dedicou a explicar a questão do Whatever que possivelmente devia intrigar muita gente na platéia. Os argumentos vieram em forma de desconstrução. A moça de cabelo raspado, com franjas e mullets, disse que os briefings dos clientes muitas vezes chegam maiores do que os serviços ofertados pelas agências. E para atender essa demanda é preciso fugir dos pacotes pré-estabelecidos e desobrir um caso para cada caso, trabalhando mais próximo do cliente, entendendo de forma consistente o que deve ser o sucesso da campanha, viabilizando uma “liquidez de comunicação” que possa se encaixar num “copo, caneca ou balde vazio”.
Yentl fez questão de ressaltar que os consumidores são muito mais críticos e que os diálogos precisam ser mais interessantes, defendendo que a imposição da comunicação top-down já não tem mais a mesma potência de tempos atrás.
Por fim, falou sobre S-CRM, que seria a unificação do” social” com o banco de dados, cujo trabalho bem feito proporcionaria ações mais agradáveis, interessantes e oportunas. Benefício para marcas e consumidores.
A penúltima palestra do dia ficou a cargo de André Passamani, que abordou o tema Agnosticismo (“um pouco de metafísica de botequim”), para ressaltar a importância de não saber as coisas e ser conflitado por opiniões diferentes. O tema reforçava a questão do whatever, uma vez que o intuito é reconhecer que não há uma resposta milagrosa para todas as perguntas, e que as situações de desconforto é que propõem desafios que te obrigam a buscar um caminho diferente. Me pareceu mais curtinha, mas teve espaço para cases do Santander, Greenpeace e Petrobras.
Para finalizar, Tiago Mattos deixou sua postura mais comportada na mesa e iniciou sua palestra bastante animado, ajudando os sobreviventes da maratona de apresentações a aguentarem a reta final. E não foi nenhum sacrifício. Para falar de engajamento, Tiago abordou o tema Causabilidade, buscando refletir sobre o sentimento que faz as pessoas se unirem para um flash mob, criarem vídeos e tatuarem as marcas. Por trás desse impulso, deve existir alguma moral, um sentido ou uma causa. Para Tiago, as marcas que conseguirem liderar causas, conseguirão fazer com que seus consumidores orbitem em torndo de sua campanha, produto ou serviço, conquistando o tão falado engajamento. Isto porque as pessoas não são tocadas por posturas chapa-branca. Ele acredita que se posicionar, escolher um lado, fará com que muitas pessoas se aproximem da marca. As pessoas que ficarão do outro lado, somente uma pequena parcela se incomodará.
Foi engraçado ouvi-lo dizer que as pessoas não entram na comunidade “Sou Eclético”. Ou são do rock, ou são do reggae, ou do axé… O figura colocou um vídeo e disse que sua vida e seu modo de pensar mudaram após assistí-lo. É um modo de pensar às avessas, realmente interessante. Mas achei o “changed life” um pouco exagerado. Tirem suas própria conclusões:
Felipe Anghinoni retomou a palavra para encerrar o evento, mas chamou a atenção para a velocidade com que as coisas mudam, dizendo que acredita muito em tudo o que foi apresentado ali, mas que daqui há 3 meses esses conceitos já podem ter se alterado. E é preciso que as marcas e comunicadores consigam mudar junto e aproveitarem o que surgir de diferente na dinâmica da comunicação.
Enfim, o fim – Resumo do evento
O destaque do dia ficou mesmo com a galera da Missa, que entre conceitos e surrealismo, sem dúvida fez a platéia refletir sobre os desafios e trabalhos que os profissionais de comunicação devem enfrentar.
O evento te deixa cansado. Ser platéia também não é fácil. Mas o auditório da Universidade Petrobras é confortável e a estrutura do evento, que incluía dois coffe breaks ao longo do dia, ajudou a recarregar as energias. A apresentação da Nestlé, por ser uma empresa de grande porte e um case de grande investimento, deixou muito a desejar, sendo o mico do evento.
Também acho extremamente caro o valor de R$ 750,00 cobrado pelo evento. Segundo e-mail de divulgação, associados da ABA, ABP, AMPRO RJ, ABAP RJ, Grupo de Mídia RJ, que têm desconto, pagam R$ 550,00. O valor mais barato é para estudantes de graduação: R$ 350,00. Consegui um convite, sou muito grato e acho o evento realmente interessante. Mas não pagaria valores como esse para estar presente.
Estive hoje no Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital, que acontece no Rio de Janeiro pelo quarto ano, desta vez no auditório da Universidade Petrobras, na Cidade Nova, onde foram discutidos os novos aspectos da comunicação e suas consequências para as marcas, agências e consumidores.
O que se viu nesse panorama repleto de palestras e debates, que durou das 8h30 até as 18h30, foi um contraste de apresentações que ora beiravam o jabá, ora o surrealismo, mas sempre com bons cases que apresentavam diversos caminhos através dos quais as marcas podem se aproximar do consumidor, viabilizando o tão falado engajamento.
IV Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital
Início morno
Após a introdução do presidente da ABA Rio e de uma breve palavra de um representante da Petrobras, Daniella Monteiro assumiu o microfone para apresentar o case “Galera Animal“. Especialista em Comunicação Digital da Nestlé do Brasil, Daniella passou dois filmes a respeito da campanha, que, com temática infantil, visava abordar valores de sustentabilidade como reciclagem, uso inteligente da água e reaproveitamento de alimentos. O “Galera Animal” foi uma série de comerciais, protagonizada por animais de pelúcia “fofinhos”, exibida nos intervalos da novela Passione, que ganhou continuação na web através de uma comunidade, com jogos e criação de personagens.
O tema parecia que ia dar pano pra manga, pelo fato de carregar a marca através de uma história. No entanto, talvez pelo fato de estar com o horário apertado, a apresentação foi curtíssima e o debate não rendeu nada. Perguntas interessantes ficaram com respostas vazias. Uma delas questionava a dificuldade de aprovar internamente a campanha, já que a série animada exigiu um investimento pesado (ela não pode falar quanto), mas trabalhou a marca de forma indireta e sutil, muito diferente da visão tradicional corporativa. Os executivos teriam aprovado facilmente? Daniella disse que sim, devido aos valores de sustentabilidade embutidos na história. Outra questionava o porquê da campanha ter sido inserida nos intervalos de Passione, uma vez que a temática era infantil. A apresentadora disse que apesar da temática, era um história para ser curtida com a família inteira, mas que os capítulos também eram reprisados na TV Globinho do dia seguinte. Início bem morno e superficial.
Palestrantes da manhã debatem: Maurício Mota, Marina Mizumoto e Léo Sá.
Procter & Gamble e 2 cases excelentes
Felizes ou não com a resposta, o debate se encerrou, Daniella chegou a ficar um tempinho na mesa dos palestrantes, mas logo se levantou e seguiu para o compromisso que a aguardava. O espaço então ficou disponível para Marina Mizumoto, Gerente de comunicação da P&G do Brasil, apresentar dois excelentes cases da companhia.
O primeiro abordou o processo de entrada no mercado do sabão líquido para lavar roupas da marca Ariel. Lavar roupas com sabão líquido já é costume em países como Estados Unidos, Espanha e Itália. O desafio no mercado brasileiro era provocar uma mudança de hábito, proporcionar o conhecimento e estimular a experimentação. Mas como falar de lavar roupas no mundo digital?
A sacada foi perceber que as pessoas estão acostumadas a “lavar roupa suja” nas redes sociais e, com esse gancho definido, ficou a cargo de Fernanda Torres a webserie que aborda temas como “Passando a Limpo”, “Relacionamento Sem Manchas”, “Deu Branco”, entre outras, bem ao estilo “Os Normais” que já conhecemos.
Com textos de Fernanda Young, a webserie foi publicada no YouTube e embutida na fan page do Facebook, que contém os aplicativos Lavador de Roupa Suja (que gera aqueles ppts piegas com musiquinhas para as pessoas pedirem desculpas umas às outras) e Tanquinho. Além disso, a fan page permitia que as pessoas solicitassem amostras do produto, que chegaram a 15.000 embalagens de 400 ml enviadas para a casa dos consumidores.
A divulgação foi amparada por campanhas em portais, sites verticais, blogs, links patrocinados, além de ações no Twitter e Orkut, que ajudaram à página do Facebook a se tornar a 6a maior do Brasil com mais de 33 mil membros. Curta um pouquinho da Fernanda Torres arrebentando:
O outro case é internacional e ficou muito conhecido. Trata-se da revitalização da marca de sabonete líquido Old Spice, que era visto pelos consumidores como marca ultrapassada, com poucas fragrâncias e que lembrava o avô das pessoas. Com uma temática bem-humorada e o lema “Smells Like a Man”, o filme ficou famoso por ter sido feito sem cortes de edição e o personagem Old Spice Guy ganhou vida, chegando a estar presente em programas de auditório norte-americanos. Também foram gravados mais de 180 vídeos com o Old Spice Guy, que respondia aos tweets de usuários, inclusive a um do ator Ashton Kutcher, na época com 1,2 milhões de seguidores. Até pedido de casamento o Old Spice Guy fez atendendo à solicitação de um consumidor através do Twitter. Achei demais o desenrolar dessa história!
Com a febre do personagem, diversos vídeos produzidos pelos consumidores começaram a brotar no YouTube. Crianças imitaram, sósias apareceram, usuários fizeram paródias. Para se ter uma idéia do sucesso, nas primeiras 24 horas, o vídeo foi mais visto do que o discurso do Obama quando venceu as eleições, também nas primeiras 24 horas.
Storytelling e o caminho sem volta da comunicação digital
Figurinha carimbada dos eventos anteriores, o mediador Maurício Mota, Chief Storytelling Officer e Co-fundador da The Alchemists, assumiu o microfone para apresentar a empresa e revisitar os questionamentos que rondavam o tema do transmedia storytelling nos anos anteriores. Falou sobre a importância de contra histórias para auxiliar o engajamento dos consumidores com as marcas e abordou a relevância do conceito de fã, ressaltando a questão emocional que envolve essa relação, mas sem trazer nada de muito novo em relação às palestras anteriores.
Maurício é um bom apresentador, fala bem e me parece desempenhar um papel de elo entre/com a Petrobras e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e já conseguiu trazer diversos feras do mercado internacional como Henry Jenkins (A Cultura da Convergência) e Jeff Gomez (Avatar) para palestrar por aqui. Esse ano não foi diferente.
Nem on, nem off: Quando todas as agências deveriam ser digitais.
O convidado gringo da vez foi Winston Binch, Sócio- Diretor da CPB Group, sediada no Colorado, EUA, que veio para tentar elucidar questões persistentes sobre a divisão de agências em on e offline. Logo após o coffee break matinal, ele apresentou a empresa, citou alguns clientes e destacou a importância de uma equipe multidisciplinar para produzir soluções criativas. Ele acredita que o profissional de TI não pode ficar de fora da conversa costumeira entre clientes, redatores e criativos, pois este possui uma visão complementar a dos outros participantes que não pode ser dispensada nem na fase de brainstorm dos projetos.
Winston Binch comenta as atitudes que fizeram com que a empresa se tornasse durante essa década a agência mais inovadora do mundo.
Para Winston, a briga entre on e off é desnecessária e já deveria estar amadurecida no mercado, uma vez que é de conhecimentos que ambas são baseadas nos mesmos princípios de marketing e estes não mudam. Ele demonstrou os cases da Domino’s Pizza, com a campanha “Oh Yes We Did“, de 2010, que reconhecia o sabor ruim e os aspectos negativos da pizza em comerciais de TV e propunha uma mudança radical no modo de fazê-la. Saiu aqui na Exame de março de 2010. Também mostrou cases da Baby Carrots e do Burguer King.
O gringo ainda recomendou que tudo seja feito pensando no social e que as conversas sejam transportadas através de histórias para dentro de jogos. Para finalizar, mostrou a importância de contadores de histórias criativos, justificando que pessoas com grandes idéias são mais difíceis de encontrar do que as grandes tecnologias para realizá-las.
Auditório da Universidade Petrobras lotado na parte da manhã.
Intervalo
Fim da primeira parte do fórum e hora do almoço. Como o post já está ficando grande e periga você não ler tudo, vou dividí-lo em dois e a segunda parte vem amanhã, ok? Mas não deixe de ler se você quiser entender o que é o cargo de Diretor de Whatever e o conceito por trás que a turma da tarde apresentou. Continua…
Em : 09-06-2010 | Por : Guilherme Mattoso | Categorias : atualidade, inovação
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Fala que eu te escuto!
Já repararam? A janelinha de bate-papo do Gmail está diferente. O esquema, muito simples e intuitivo não era tão friendly user para acessar a conversa em grupo, vídeo ou conversa em áudio, mas isso mudou! O Google acrescentou botões de um clique para estas três funções, à direita da janela do chat.
E mesmo se você não tiver os plugins necessários para o vídeo, um ícone aparecerá para a instalação do próprio. Tudo isso pra facilitar a vida do usuário que, de acordo com o Google, ainda tem alguma dificuldade em explorar as funcionalidades.
A novidade é reflexo do significativo aumento no uso destas ferramentas desde que o chat também foi disponibilizado no iGoogle e no Orkut. Com isso, o Google espera que o número de usuários usando vídeo, bate-papo em grupo e conversação de voz aumente substancialmente.
A tarde de sábado foi de bate-papo sobre e-commerce com Fábio Seixas, Marcelo Vitorino e dinâmica com os participantes. Confira!
Fábio Seixas, do Camiseteria
Fábio Seixas (@fseixas), do Camiseteria (@camiseteria), iniciou a tarde de sábado falando sobe inovação e tendências no e-commerce.
Site em prol do usuário, visualização de produto em 360º e em vídeo, integração com as redes sociais, e-commerce em dispositivos móveis foram alguns temas levantados por ele que trazem muita reflexão na hora de idealizar um site de vendas. Não podemos nunca esquecer que devemos facilitar ao máximo a vida dos consumidores, e levá-los de maneira intuitiva até o ok na conclusão da compra.
A integração do on com off line já existe, e lojas possuem inclusive vitrines interativas. O store pick-up também é bem vindo: comprar on line e retirar na loja, off line.
Um tema interessante que ele citou foi a criação de sites de nichos, com informações e um conjunto de produtos específicos. Neste momento, a primeira lembrança que veio a cabeça, de maneira fácil, foi o livro Cauda Longa de Chris Anderson.
Outra coisa importante falada por ele foi sobre o carrinho de compras: quando é abandonado, pode e deve ser encarado e revertido de ameaça para oportunidade, pois aquelas compras não finalizadas refletem desejos. Nesta hora, ações de marketing bem aplicadas podem trazer a finalização da compra.
Investir nas embalagens dos produtos também é uma inovação interessante: ela pode se tornar algo útil, ao invés de ir para a lixeira.
Finalizada a palestra, Lígia Dutra (@upalupa) sobe ao palco e elogia a presença da galera no evento em pleno sábado de sol e convida Marcelo Vitorino, o @pergunteaourso para dar continuidade nas palestras da tarde.
Marcelo Vitorino, Pergunte ao Urso
Ele apresentou um histórico da web, como as pessoas se comportavam nela e o que as empresas buscavam nas décadas em que foi popularizada: na déc de 90, queriam a presença na web; em 2000, a interação com o seu site; e agora, em 2010, é necessário a ativação, ou seja, a conversão desta interação em lucro. Neste momento lembramos de um post que publicamos sobre sites institucionais, que falava um pouco sobre isto também.
E para quem quer saber mais sobre a evolução das tecnologias e formas de interação com os usuários na web, recomendo o livro “Gestão de Conteúdo 360º”, listado em nossos livros recomendados. Em breve teremos uma resenha dele aqui em nosso blog.
Falou que a web sempre foi 2.0, as pessoas é que eram 1.0, e que as inovações nunca podem deixar de considerar a cultura e hábitos do consumidor. E sabemos que estudantes e profissionais de marketing estão bem acostumados com estas considerações, não é!
Partiu então para os desafios na web, vividos hoje:
1º: agrupar pessoas;
2º: preparar os meios;
3º: promover ações de ativação; e
4º: mensurar os resultados.
Lembrou que no mundo corporativo, preparar os meios é também treinar o funcionário que irá responder pela empresa na internet.
Ao final da palestra, @upalupa volta com uma dinâmica a fim de integrar os participantes: a galera foi separada em grupos que deveriam discutir idéias, criar um serviço ou produto viável, e on line! A criatividade entrou em jogo e saíram coisas interessantes. Mas, como o tempo já estava esgotado, as apresentações foram rápidas.
Pessoal dos grupos no palco apresentando as ideias
Considero que o evento terminou, porém apenas por lá, porque muito dele ficou e deixo aqui os parabéns ao @kakamachine e a todos que o fizeram acontecer. O conteúdo foi riquíssimo e trouxe muitas reflexões, além de ter reunido uma galera fera no assunto.
Após o almoço, retornamos para a segunda parte do evento, quando se anunciava um grande debate das marcas e das agências fornecedoras. Confira!
Painel – Fiat e Petrobras – Casos de Anunciantes de Sucesso
As apresentações e o bate-papo com Ana Luisa Brant, Gerente de Internet da Fiat Brasil, e Léo Sá, Coordenador de Comunicação Digital de Multimeios da Petrobras, se basearam nos desafios de trabalhar casos mais delicados, amplos e em um mercado extremamente competitivo, como são os das respectivas empresas.
Ao longo da palestra de cada um foram apresentados os bastidores da produção desses cases. Ana Luisa trouxe o caso do Fiat Mio e Fiat Linea, onde blogs e vídeos no YouTube foram usados para envolver os consumidores nas campanhas. No primeiro caso, a idéia é fazer com que as pessoas brinquem de criar um carro do futuro, passando por cinco etapas: nosso futuro, pergunta-chave, ideias para o carro, briefing, projetando o carro do futuro, organização de ideias. O projeto da Fiat para este ano é oferecer ao internauta a opção de escolher o nome do carro e até como será a campanha digital. “O blog do Mio já tem mais de 1 milhão de visitas desde agosto de 2009 e reunimos mais de 8 mil ideias para o carro”, afirma Ana.
Fiat Mio - Colaboração para pensar o carro do futuro.
Léo Sá pontuou sua apresentação com diversas ações que a Petrobras vem fazendo nas mídias digitais. Uma das principais foi a reformulação do site institucional, em 2009, que, aproveitando-se das histórias de diversas pessoas, entre empregados, parceiros e até pessoas beneficiadas através de projetos sociais e culturais, conta um pouco da história da própria Petrobras. Os vídeos são de alta qualidade, boa edição e estão espalhados pelo site com imagens incríveis. Assista!
Pessoas contam suas histórias particulares para fazer um retrato da história da Petrobras.
Outra ação que repercutiu muito foi a criação do blog Fatos e Dados, lançado em meio à polêmica do pré-sal, cujo objetivo inicial estava em combater e esclarecer as matérias que saiam na mídia, com a versão da Petrobras. Independente de qualquer polêmica, o blog gerou resultado e atingiu mais de 1 milhão de acessos, sem apoio de mídia. O sucesso das ações tem incentivado a Petrobras a explorar cada vez mais as possibilidades que os canais digitais proporcionam.
Painel – Os desafios de criar e implementar soluções utilizando a comunicação digital.
No meio da tarde, após mais um cofee break, subiram ao palco Eduardo Camargo (sócio e produtor executivo da Colméia), Roberto Schmidt (diretor de desenvolvimento de projetos de marketing da Rede Globo) e André Matarazo, (sócio-diretor da Gringo) para apresentarem casos e soluções implementadas com sucesso.
Cada um dos participantes trouxe uma apresentação para falar sobre os desafios de implementar soluções utilizando a comunicação digital.
André Matarazo – Gringo Em vez de trazer conclusões, André Matarazo trouxe provocações nos slides de sua apresentação. O primeiro do grupo a se apresentar levantou questionamentos que nos fizeram refletir sobre a mudança de papel dos consumidores, que hoje são as mídias mais confiáveis. Defendeu ainda que os ciclos convencionais de campanhas não garantem mais a sustentação da marca ao longo do ano. Ele acredita que o relacionamento – este sim! – impulsionados pelas campanhas podem garantir a sustentação. Reforçou que o digital deve ser o centro das campanhas por se tratar de uma mídia flexível, confiável, agregadora, interativa e pessoal.
Ainda sobre o meio digital, ressaltou a importância dos investimentos em conteúdo próprio e de qualidade, pois seriam estes os responsáveis pela geração de uma mídia conquistada de forma espontânea, confiável e engajante. A mídia comprada ainda é importante, mas não atinge o consumidor da mesma forma que a conquistada. Finalizou apresentando umas peças da campanha da Coca-Cola e concluiu que é o consumidor que influência para onde devem ir os esforços de comunicação das empresas.
Roberto Schimdt – Rede Globo Em seguida foi a vez de Roberto Schmidt, da Rede Globo, trazer alguns cases da emissora, como as ações digitais para as minisséries Capitu (Mil Casmurros), A Pedra do Reino e a novela Três Irmãs, que incluíram games, ambientes interativos e recursos que incluíam o usuário na criação e divulgação de conteúdo.
Projeto Mil Casmurros e a leitura coletiva de Machado de Assis.
Robert Schimdt falou sobre a importância de se prestar atenção às necessidades humanas, porque elas permanecem, mas as tecnologias mudam. Mostrou alguns slides que falavam sobre o cenário atual do varejo, a diversidade de consumidores e a mídia fragmentada dos dias de hoje. Além disso, apresentou uma pesquisa sobre o comportamento dos americanos que indicava que apenas 3% das pessoas que assistem a TV estão conectadas à web simultaneamente. Enquanto 28% das pessoas que estão navegando na internet assistem TV ao mesmo tempo. Esses dados complementaram o argumento de Roberto sobre a grande parcela da população brasileira analfabeta que, sem conseguir ler e escrever, ficam impedidas de se beneficiar e participar da internet. Óbvio, como profissional da rede Globo, ele deve compreender bem a importância que a TV ainda desempenha, mesmo frente aos novos formatos de mídias e seus relacionamentos com os consumidores.
Eduardo Camargo O grande barato da apresentação de Eduardo Camargo foi o paralelo que ele traçou entre o formato que as campanhas são trazidas aos consumidores e os jogos de boliche e pinball. Acreditando que as pessoas estão cansadas de receber mensagens passivamente, sendo bombardeadas por imposições de hábitos de consumo, Eduardo comparou as campanhas convencionais a um jogo de boliche, e os novos formatos de campanha a um jogo de pinball. Nas campanhas convencionais, você joga a bola (mensagem) e a partir daquele momento você não tem mais controle sobre o percurso dela. Você tenta acertar o maior número de pinos possíveis enquanto a bola rola. Os novos formatos se assemelham mais a um pinball de fliperama, aonde o jogo começa a partir do momento que a bola é colocada em jogo. O objetivo é fazer durar o máximo de tempo e ganhar o máximo de pontos interagindo com os elementos do jogo. Haverá erros, a bola pode passar entre os rebatedores e cair, mas existe mais uma bola para jogar. Tudo é exemplificado através de um divertido vídeo produzido pela própria produtora.
Ao final, trouxe o case do Novo Orkut com o personagem Daniel Miedi, onde a Colméia participou da divulgação, e depois um vídeo sobre o TEDxSP 2009 (conferência sem fins lucrativos que reuniu mais de 30 pensadores de áreas de conhecimento tão diversas quanto arte e tecnologia, ciência e negócios) do qual a Colméia foi um dos patronos.
O debate realizado após as apresentações foi prejudicado pelo horário e acabou sendo fraco. O público já estava cansado e muitas pessoas começaram a ir embora, pois já se aproximava das 18h. Dessa forma, os profissionais ali presentes foram pouco explorados pelas perguntas que vinham da platéia em pedaços de papel.
De forma geral, o Fórum foi bem organizado e abrangeu assuntos bem distintos dentro do contexto da comunicação digital. Não faltaram profissionais de destaque no mercado e empresas que realmente vem fazendo acontecer. No entanto, achei o preço muito caro. Eram 300,00 para estudantes de graduação, R$ 500,00 para sócios da ABA, ABP, ABAP RJ, Grupo de Mídia RJ e AMPRO RJ e R$ 700,00 para não sócios. Não sei se o objetivo era mesmo inibir a inscrição de aventureiros, já que o auditório era de médio porte. Minha sorte foi trabalhar no sistema e ter conseguido pleitear uma das poucas cortesias oferecidas às subsidiárias da Petrobras. E a empresa deve ter visto que valeu a pena me incluir. Está aqui uma resenha bem completa do evento!
Na última quinta-feira, dia 04 de fevereiro, participei do III Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital, realizado no auditório do edifício da própria Petrobras, no centro do Rio, onde perfis diferentes de profissionais do mundo digital puderam trocar algumas impressões sobre o futuro da comunicação nas novas mídias.
Bela iniciativa da ABA/Petrobras em promover esse tipo de debate, que contou, inclusive, com a presença internacional de Jeff Gomez, CEO da Starlight Runner Entertainment e um dos pioneiros mundiais em transmedia storytelling.
Para quem não sabe, storytelling se caracteriza por contar uma história através de múltiplas plataformas de mídia (TV,HQ, internet, cinema)com cada novo elemento contribuindo para o enriquecimento do enredo, mas sem comprometer a história original. E foi em cima deste tema que passamos toda a parte da manhã conversando.
O evento estava previsto para as 9h30 e começou com um pouco mais de 20 minutos de atraso, enquanto o público chegava ao auditório. Cerca de 250 profissionais presenciaram a abertura do evento nas palavras de Sérgio Azevedo, presidente da ABA Rio, seguida da palestra de Maurício Mota, que assumiu o microfone para falar sobre a nova forma de se fazer comunicação através da velha arte de se contar histórias.
Palestra – Maurício Motta
Maurício Motta falou sobre o que aconteceu de melhor no storytelling nos últimos anos.
Co-fundador da empresa de transmedia storytelling The Alchemists, Maurício Mota resumiu um pouco sobre o que aconteceu de melhor nos últimos anos dentro do storytelling, valorizando a importância de se arriscar mais na hora de contar histórias. Uma das coisas mais importantes que ele destacou foi o fato de que as marcas passaram a se perceber como produtoras de conteúdo, como estúdios capazes de criar narrativas e mitologias através de mundos multimídias.
Maurício também destacou a importância do fã e a diferença de como eles são percebidos lá fora e aqui no Brasil. Parece que aqui ainda há uma caricatura do fã como o fã de rock, enquanto lá fora o poder do fã o caracteriza como pilar básico de qualquer estratégica. E é com essa perspectiva que contar uma nova história, em plataformas diferentes, pode atingir pessoas diferentes, tornando-as fãs, e até possibilitando a migração destas de um meio para o outro, fisgados pelo desenrolar da história.
Por fim, Maurício Mota garantiu que, apesar do destaque que vem ganhando, este ano ainda NÃO É o ano do transmedia storytelling no Brasil. Segundo ele, é um ano para as empresas ganharem intimidade com o assunto e conhecerem um pouco mais antes de começarem a investir em comunicação com esse perfil. Muito já vem sendo feito. Muito ainda está para acontecer.
Palestra – Jeff Gomez
Maurício Motta fala sobre o que aconteceu de melhor no storytelling nos últimos anos.
Terminada a palestra, houve um cofee break para esticarmos as pernas e, em seguida, Maurício Mota chamou ao palco o americano Jeff Gomez, cujos recentes trabalhos com Coca-Cola e Walt Disney o destacaram como talento incomum na tarefa de contar histórias em narração transmídia. Jeff sobiu ao palco e iniciou sua palestra falando sobre a deficiência que possui do lado esquerdo do rosto, característica que o influenciou a ouvir mais do que falar nos tempos de escola, quando ainda era criança. Ele contou que era satirizado pelos amigos da escola, mas percebeu que estes tinham tais atitudes, muitas vezes, porque também eram sozinhos. Então, Jeff Gomez, um apaixonado por HQs e filmes como Star Wars, buscou fazer amizade com essas pessoas e conversar sobre histórias em comum. Essa atitude acabou garantindo tempos de paz, pois com ela conquistou a amizade de um dos colegas que passou a lhe oferecer proteção.
Com essa humildade e bom humor, Jeff Gomez conduziu sua palestra, passando superficialmente sobre os trabalhos desenvolvidos com a Coca-Cola (fábrica de felicidade) e Avatar, e destacando o fato de que duas pessoas são separadas por uma lacuna que pode ser preenchida por uma boa história. Relembrou dos primeiros contatos com o transmedia, ainda na adolescência, quando curtia os HQs japoneses do Kikaider, cujas histórias não acabavam nas páginas do quadrinho, mas sim nas continuações nas telas do cinema.
De forma geral, a concepção de Gomez defende que as marcas podem gerar histórias, cuja sustentação passa pela criação de novos ingredientes em outras mídias. Segundo Gomez, a idéia é planejar uma história desde o começo e aproveitar os diversos canais para divulgar um produto e abrir novas possibilidades de receitas. Mas deve existir o cuidado de não repetir simplesmente uma única história em várias mídias, sem acrescentar novidades para os fãs, e de não criar enredos conflitantes com a história original, que possam deixar os consumidores confusos.
O filme Avatar já foi lançado, mas muitas narrativas transmídias estão por vir.
No debate que aconteceu após a sua apresentação, a platéia ainda tentou tirar mais algumas informações sobre o trabalho desenvolvido no filme Avatar, mas Gomez despistou, sinalizando que muita coisa complementar ao filme ainda está por vir e que ele podia dizer pouco no momento. Aguardemos!
CONTINUA… Amanhã, a segunda parte da cobertura do Fórum ABA Petrobras de Comunicação Digital.
Ultimamente tenho visto posts sobre o fim dos sites institucionais e, por ter trabalhado “um tantinho” com isso, vou colocar aqui também a minha visão deste mercado.
RECORDAR É VIVER… Lembro quando comecei o meu primeiro estágio, em 1998, como web designer: para montar os sites, as fontes de informações que chegavam em nossas mãos eram cartões de visita dos clientes e folhetos impressos; os textos viravam uma página em HTML, com o logotipo e alguma animação em ‘.gif’. Os sites se resumiam em “quem somos”, “o que fazemos”, e um e-mail e telefone de contato. Posso dizer mesmo que eram folhetos online e as empresas se preocupavam simplesmente em estar presente na internet, sem critérios de como e por que, afinal, a web era maior novidade daquele momento.
Com o passar do tempo, as páginas ganharam mais conteúdo, e as empresas melhoraram a sua forma de apresentação, com uma cara mais profissional e séria. Entraram “história”, “visão e missão”, “localização”, “serviços”, “clientes”, além de um formulário de contato, não mais apenas um e-mail. Aqui também foi a época em que os sites possuiam uma página convidando os usuários a entrar no site (quem se lembra? ).
Vieram os sites que utilizavam bastante javascript (menus com on mouse over!), depois os que abusavam das animações em flash, então o ‘.asp’ e ‘.jsp’, ajax… e há pouco, o conceito de acessibilidade diminuiu o ritmo de animações invisíveis aos leitores de tela.
Tecnologias a parte, nos últimos anos cresceu rapidamente o conceito de comunidades, com a entrada do Orkut (hoje com 6 anos) e mais recentemente do Twitter, que mudaram a posição do telespectador: os consumidores passaram a opinar, trocar ideias e até a interferir nos serviços e produtos oferecidos pelas empresas. E os sites…
MORTE AOS SITES? OU EVOLUÇÃO PARA PORTAIS MAIS DINÂMICOS E INTERATIVOS? Esta semana, acessei o site de uma empresa que há tempos não via e percebi que o conteúdo era o mesmo de 3 anos atrás. Pensei: “esse literalmente parou no tempo!”. Mas por quê? Simplesmente porque, há 3 anos, não se via nem se pensava a internet com o dinamismo e o imediatismo que possui hoje.
Os usuários atuais, principalmente os heavy users, o neoconsumidor, a geração Y e as novas que virão por aí, estão mais exigentes, mais seletivas e mais perceptivas a ‘falcatruas’. Sabem dessa sua condição e, por isso mesmo, quando veem que algo não está nos eixos, logo “colocam a boca no trombone”.
Após o “boom” das comunidades e redes sociais na web e a “nova forma” da empresa se comunicar com o seu público, tem-se percebido que os sites institucionais estão ficando realmente fora de moda. O estático perdeu espaço para o dinamismo, que está na vida das pessoas quase full time. A informação chega, é percebida, e dali 5 minutos já está velha. Consequência da evolução (ou revolução?) da web.
As empresas mais inovadoras e antenadas perceberam isso e logo trataram de mudar seus sites. Algumas começaram com o blog institucional, forma de conversar com seus clientes dentro de um ambiente mais controlado que não apenas as comunidades no orkut.
Chegou então o conteúdo mais dinâmico e os serviços ‘úteis’ agregados; o RSS; o video e o audio, além dos textos e imagens, viraram também fontes de informação; aumentou – e bem – o espaço para a integração das comunidades e redes sociais, com um apelo ao conteúdo mais detalhado para o próprio portal. Muitos passaram a possuir perfis oficiais nas comunidades e redes sociais e por ali captam os sentimentos do seu público, atendendo e interagindo com ele.
Isso sem falar na usabilidade e acessibilidade que também começam a entrar nos layouts, contribuindo para encontrar o que se busca com mais rapidez, além das comunidades voltadas para públicos específicos, criadas pelas próprias empresas!
Do lado corporativo, os portais começam a tomar o lugar dos sites institucionais, ao permitir o atendimento a todos os públicos envolvidos com a empresa (internos, stakeholders, externos…). Ambientes voltados para cada um deles, com conteúdo e serviços específicos, possibilidade de personalização através da criação de perfis, participação e colaboração, crescem com mais maturidade.
O que nós, profissionais da área, não devemos esquecer nunca, é que este “mundo maravilhoso” demanda um planejamento alinhado com a estratégia da empresa e muito bem definido, justamente pelo dinamismo da web como um todo. E que no mundo virtual vamos nos deparar com todo o tipo de situação real, e devemos estar preparados para lidar com ela, seja qual for.
Afinal, este é o papel das áreas de Marketing e Comunicação, certo?
O que vem pela frente, ainda é incerto. Empresas trocarão definitivamente os seus portais por comunidades customizadas? Existe maturidade suficiente para isso dentro e fora delas? Vamos aguardar…enquanto isso, caminhamos de acordo com a evolução de cada uma das partes.
Em : 13-01-2010 | Por : Cibele Aviles | Categorias : inovação, tendências
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E 2010 começa bombando em inovações tanto tecnológicas quanto estratégicas que, consequentemente, refletem no dia-a-dia do profissional de marketing digital. Vejamos algumas:
Tablets PC chegam com força no mercado.
TECNOLOGIA
- Google lançou seu celular Nexus One e criou a Google Energy;
- Computadores entenderão humor do usuário;
- e-Readers, tablets, smartbooks, minicomputadores estão chegando com tudo no mercado, é hora de repensar publicações, direitos autorais…
- o Brasil tem 25 milhões de internautas, mesmo acessando poucas vezes ou através de outros dispositivos que não apenas o PC, o número de acessos a internet no Brasil está aumentando;
- Google Docs se torna disco virtual: o google sempre ditando moda e seguindo seu plano de “dominar o mundo” (rs!), chegou com mais essa. Teremos agora uma abrangência maior no compartilhamento de informações. Parênteses: E o Wave, alguém tem utilizado?
Algumas questões que ainda deverão vir por aí, novamente:
- blogueiros não poderão mais se expressar em seus diários virtuais?
- os jornais vão mesmo bloquear o conteúdo no google?
- o lixo eletrônico vai ter um destino próprio, como na iniciativa da USP?
- quem irá ganhar a guerra entre os notebooks, tablets, netbooks, e-readers?
- e em ano eleitoral, vem aí as disputas pela internet;
- e em ano de Copa, como serão utilizadas as mídias sociais?;
- a guerra dos navegadores continuará, com certeza, e os desenvolvedores continuarão doidos para adaptar seus layouts em cada um.
Twitter e Facebook num mesmo ambiente? Com tradutor? E com aquele esquema de bloquear o seguidor, parecido com o que rola no MSN? Pois é. Este é o Brizzly, uma espécie de leitor de feeds de mídias sociais. Antes fechado somente para convidados, o site foi lançado abertamente nessa semana e permite que os usuários gerenciem, ao mesmo tempo, os perfis do Twitter e Facebook.
Será que mais pra frente ele incluirá também outras social media?
O design é um pouco infantil, com um ursinho como mascote e umas texturas de madeira, mas uma vez logado a interface do serviço é bem simples e funcional, dando uma turbinada nas funcionalidades, se compararmos com o Twitter, ou uma simplificada em relação ao Facebook.
Com o Brizzly você não pode adicionar fotos, vídeos, cadastrar eventos (Facebook) e também não aceita aplicativos para o Twitter. Tá, mas qual é a grande vantagem pr’eu começar a usá-lo?
Bom, os criadores do site prometem uma série de novidades, aproximando-se do que hoje nós encontramos no Google Reader, indo além de um simples RSS Feed, aproximando-se dos hábitos dos seus usuários e facilitando sempre a vida deles. É isso que o Brizzly promete também. O ThingLabs, aliás, é formado por ex-funcionários do Google. (Via Tiago Dória)