Não deixe de ler

LIVRO - O Cliente é quem mandaLIVRO - O Cliente é quem manda O título do livro de Pete Blackshaw me remete às publicações clichês do gênero, mas o subtítulo “Como ter sucesso num mundo em que os consumidores satisfeitos divulgam suas experiências para...

>>> Oba, quero ler!

Adeus 2010... E as tendências para a internet em 2011?Adeus 2010... E as tendências para a internet em 2011? Fim de ano é período de retrospectiva. Já o início, é período de apostas. Desde a última semana de 2010 até hoje, já li meia dúzia de artigos e reportagens sobre as tendências que devem se consolidar...

>>> Oba, quero ler!

LIVRO - O que a Google faria?LIVRO - O que a Google faria? Não sabia da existência desse livro, que acabou furando a fila na minha lista de leitura, já que ganhei da minha digníssima esposa e não poderia fazer pouco caso dele. Confesso que torci o nariz para...

>>> Oba, quero ler!

LIVRO - Vendendo o InvisívelLIVRO - Vendendo o Invisível Harry Beckwith é diretor da Beckwith Partners, empresa de marketing que presta consultoria sobre marca e posicionamento, e palestrante de renome internacional. Neste best seller do New York Times, ele...

>>> Oba, quero ler!

Manifesto Cluetrain tem o poder de ficar mais atual a cada anoManifesto Cluetrain tem o poder de ficar mais atual... Corro o risco de soar datado e publicar um post mais manjado do que parabéns (aquele da Xuxa!) em festa de aniversário, mas meu orgulho não irá me impedir de dividir esse conteúdo com o público que,...

>>> Oba, quero ler!

  • Prev
  • Next

Fórum ABA Petrobras de Comunicação Digital – Parte 1 de 2

Em : 10-02-2010 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : eventos, inovação, tendências

3

Na última quinta-feira, dia 04 de fevereiro, participei do III Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital, realizado no auditório do edifício da própria Petrobras, no centro do Rio, onde perfis diferentes de profissionais do mundo digital puderam trocar algumas impressões sobre o futuro da comunicação nas novas mídias.

Bela iniciativa da ABA/Petrobras em promover esse tipo de debate, que contou, inclusive, com a presença internacional de Jeff Gomez, CEO da Starlight Runner Entertainment e um dos pioneiros mundiais em transmedia storytelling.

Para quem não sabe, storytelling se caracteriza por contar uma história através de múltiplas plataformas de mídia (TV,HQ, internet, cinema)com cada novo elemento contribuindo para o enriquecimento do enredo, mas sem comprometer a história original. E foi em cima deste tema que passamos toda a parte da manhã conversando.

O evento estava previsto para as 9h30 e começou com um pouco mais de 20 minutos de atraso, enquanto o público chegava ao auditório. Cerca de 250 profissionais presenciaram a abertura do evento nas palavras de Sérgio Azevedo, presidente da ABA Rio, seguida da palestra de Maurício Mota, que assumiu o microfone para falar sobre a nova forma de se fazer comunicação através da velha arte de se contar histórias.

Palestra – Maurício Motta

Maurício Motta falou sobre o que aconteceu de melhor no storytelling nos últimos anos.

Maurício Motta falou sobre o que aconteceu de melhor no storytelling nos últimos anos.

Co-fundador da empresa de transmedia storytelling The Alchemists, Maurício Mota resumiu um pouco sobre o que aconteceu de melhor nos últimos anos dentro do storytelling, valorizando a importância de se arriscar mais na hora de contar histórias. Uma das coisas mais importantes que ele destacou foi o fato de que as marcas passaram a se perceber como produtoras de conteúdo, como estúdios capazes de criar narrativas e mitologias através de mundos multimídias.

Maurício também destacou a importância do fã e a diferença de como eles são percebidos lá fora e aqui no Brasil. Parece que aqui ainda há uma caricatura do fã como o fã de rock, enquanto lá fora o poder do fã o caracteriza como pilar básico de qualquer estratégica. E é com essa perspectiva que contar uma nova história, em plataformas diferentes, pode atingir pessoas diferentes, tornando-as fãs, e até possibilitando a migração destas de um meio para o outro, fisgados pelo desenrolar da história.

Por fim, Maurício Mota garantiu que, apesar do destaque que vem ganhando, este ano ainda NÃO É o ano do transmedia storytelling no Brasil. Segundo ele, é um ano para as empresas ganharem intimidade com o assunto e conhecerem um pouco mais antes de começarem a investir em comunicação com esse perfil. Muito já vem sendo feito. Muito ainda está para acontecer.

Palestra – Jeff Gomez

A atração internacional, Jeff Gomez, explica mais a fundo as características do transmedia storytelling.

Maurício Motta fala sobre o que aconteceu de melhor no storytelling nos últimos anos.

Terminada a palestra, houve um cofee break para esticarmos as pernas e, em seguida, Maurício Mota chamou ao palco o americano Jeff Gomez, cujos recentes trabalhos com Coca-Cola e Walt Disney o destacaram como talento incomum na tarefa de contar histórias em narração transmídia. Jeff sobiu ao palco e iniciou sua palestra falando sobre a deficiência que possui do lado esquerdo do rosto, característica que o influenciou a ouvir mais do que falar nos tempos de escola, quando ainda era criança. Ele contou que era satirizado pelos amigos da escola, mas percebeu que estes tinham tais atitudes, muitas vezes, porque também eram sozinhos. Então, Jeff Gomez, um apaixonado por HQs e filmes como Star Wars, buscou fazer amizade com essas pessoas e conversar sobre histórias em comum. Essa atitude acabou garantindo tempos de paz, pois com ela conquistou a amizade de um dos colegas que passou a lhe oferecer proteção.

Com essa humildade e bom humor, Jeff Gomez conduziu sua palestra, passando superficialmente sobre os trabalhos desenvolvidos com a Coca-Cola (fábrica de felicidade) e Avatar, e destacando o fato de que duas pessoas são separadas por uma lacuna que pode ser preenchida por uma boa história. Relembrou dos primeiros contatos com o transmedia, ainda na adolescência, quando curtia os HQs japoneses do Kikaider, cujas histórias não acabavam nas páginas do quadrinho, mas sim nas continuações nas telas do cinema.

De forma geral, a concepção de Gomez defende que as marcas podem gerar histórias, cuja sustentação passa pela criação de novos ingredientes em outras mídias. Segundo Gomez, a idéia é planejar uma história desde o começo e aproveitar os diversos canais para divulgar um produto e abrir novas possibilidades de receitas. Mas deve existir o cuidado de não repetir simplesmente uma única história em várias mídias, sem acrescentar novidades para os fãs, e de não criar enredos conflitantes com a história original, que possam deixar os consumidores confusos.

O filme Avatar já foi lançado, mas muitas narrativas transmídias estão por vir.

O filme Avatar já foi lançado, mas muitas narrativas transmídias estão por vir.

No debate que aconteceu após a sua apresentação, a platéia ainda tentou tirar mais algumas informações sobre o trabalho desenvolvido no filme Avatar, mas Gomez despistou, sinalizando que muita coisa complementar ao filme ainda está por vir e que ele podia dizer pouco no momento. Aguardemos!

CONTINUA… Amanhã, a segunda parte da cobertura do Fórum ABA Petrobras de Comunicação Digital.

Leia mais:
- Sherazade, storytelling para salvar a própria vida
- Mais sobre Mauricio Mota e transmedia storytelling
- Mais sobre Jeff Gomez e a Starlight Runner Entertainment
- Jeff Gomez entrevistado por Andrea Thompson, para a Multishow

O Futuro das Agências – o que fazer para garantir a sobrevivência numa nova era?

Em : 18-10-2009 | Por : Cibele Aviles | Categorias : eventos, mídias sociais, sou+web

2

E este foi o tema do 11º Sou+web, no dia 17 de outubro. Desta vez o DNA Digital não conseguiu marcar presença, porém, como vários twitters, acompanhamos a transmissão através do qik, via @bigdigo.

Com participação de profissionais de grandes agências, as exposições e discussões foram muito agregadoras e de extrema reflexão, passando pela humildade na mudança da cultura interna, entendimento do seu dna, análise SWOT, até a qualificação e atualização constante do profissional.

Diversas colocações como “querer continuar na zona de conforto é o mesmo que se manter na zona de miopia”, “não existem super especialistas em web 2.0, só existem estudiosos; portanto, sejam mais humildes”, “já não somos mais a geração Coca-cola, somos a geração Digitalis”, “especialista sabe-tudo? Somos generalistas e aprendemos de tudo. Sempre desafiamos a zona de conforto” trouxeram a tona o que os profissionais de Marketing Digital andam vivendo ultimamente não só dentro das agências mas também dentro das empresas como um todo. Levante a mão quem nunca tentou inovar e foi em algum momento questionado sobre a real confiabilidade dessa tal web….

Estamos no século XXI e as ‘novas gerações’ – X e Y -, já nascidas no mundo digital (aliás, até que ponto eles sabem o que é analógico?) ou durante a transição, já não veem as midias tradicionais como as demais gerações. Hoje tudo está integrado, as midias se convergem e se completam. E é por isso que os profissionais das áreas de comunicação e marketing devem ficar fora da zona de conforto, da zona de miopia; mais do que entender analógico ou digital, devem conhecer e analisar o cenário, compreender o comportamento do consumidor, montar estratégia e planos de ação, saber antropologia, filosofia, análise SWOT…devem trazer o conhecimento e aplicá-los no ambiente on line!

E, as empresas, quando olharem para os seus funcionários e compreenderem que ali também existem conhecimentos e experiências para serem agregados, entenderão que seu planejamento estratégico deverá ser revisto e que o caminho da convergência é inevitável. Afinal, dentro das empresas as pessoas são funcionários, mas fora delas, são consumidores, blogueiros, twitteiros etc.

Algumas outras frases que surgiram durante o encontro e que achei que agregam bastante foram:

- “Tem muitos “especialistas” em mídias socias. Como se é um meio em transformação constante?” (Este tema está bem polêmico: existe especialista ou não, afinal?)

- “Somos transformadores da história e isso nos faz ter TESÃO em trabalhar em internet”

- “Depois d Darwin agora vivemos o homo digitalis. É o novo profissional, novo pensamento: pensamento multiplataforma”

- “A internet é o desenvolvimento do pensamento humano que se desdobra em conceito e tecnologia”

Let’s think about it!!

Palestrantes desta edição:

- Nick Ellis (@nickellis) – Blogueiro do Digital Drops

- Risoletta Miranda (@rizzomiranda) – Diretora-Executiva da FSB PR Digital

- George Benson (@superbenson) – Diretor de Novas Mídias da DPZ

- Alexandre Carvalho (@acarvalho) – Executivo de mídias sociais da LVBA Comunicação.

Veja aqui um consolidado do evento, feito por @cristianoweb

E aqui as fotos, clicadas por @brunofontes

WAW RJ – Como transformar números em ação

Em : 17-09-2009 | Por : Guilherme Mattoso | Categorias : eventos

3

Ontem participei pela primeira vez do Web Analytics Wednesdey, ou simplesmente waw, para os íntimos. Tocado pela Alessandra Gonçalves, da Gonçalves & Gonçalves, o encontro que rola mensalmente no auditório da ESPM, no Centro do Rio, trouxe a palestra da Daniella Morier, da Avantare, com o tema “Como transformar números em ação”.

Ficamos devendo a cobertura via Twitter :(

Não vou negar que o atraso de quase uma hora incomodou um pouco e teve gente que acabou desistindo de acompanhar o bate-papo, mas quem ficou se deu bem. A apresentação, sucinta e direta não cansou e o momento “perguntas e respostas” funcionou .

Bom, mas vamos a apresentação. Em pouco mais de 30 minutos, Daniella deixou claro que números são vazios se não houver ação, ou seja, de que adianta apresentar relatórios extensos, com acessos, visitas e mil e um gráficos se estes não servem de norte para os objetivos do cliente/empresa?

waw-rj
Daniella Morier em palestra na ESPM (Twitpic da Alessandra Gonçalves)

“Precisamos, em primeiro lugar, ver quais são os objetivos do negócio, o que eu quero atingir com este canal. Aí sim, partimos para a interpretação dos dados”, disse.

Daniella explicou ainda que, para a Avantare, a compatibilidade de agendas é fundamental para o sucesso da estratégia: alinhar as expectativas do que o usuário quer, cumprir o que a empresa deseja e, aí sim, medir o sucesso da ação.

Foram ainda apresentados algumas dicas para potencializar a ação, como planejar “visitas ideais” ao site (com organogramas), ter foco nos KPIs e traçar a organização das métricas no ciclo: 1. atração > 2. conquista > 3. conversão > 4. relacionamento.

A palestra estará disponível, em breve, no site da Avantare.

O espaço para perguntas começou meio tímido, mas logo virou uma conversa interessante sobre os desafios, dúvidas de se trabalhar com métricas em site de vendas online/offline. Em seguida rolou aquele newtworking coffeebreak básico, mas não fiquei até o fim, no happy hour na Devassa.

Sua marca nas redes sociais

Em : 16-09-2009 | Por : Cibele Aviles | Categorias : cursos, eventos, mídias sociais

4

No dia 15/09 participei do curso “Como trabalhar sua marca nas redes sociais”, promovido pelo iDig (Instituto Digital), em Botafogo. Foram 3 professores:
- Robert Rodrigues (@alvinerius), Gerente de SEO e Mídias Sociais da Agência Frog;
- Roberto ALoureiro (@betoaloureiro), Gerente de Redes Sociais da Tecnisa;
- Guilherme Rios (@guirios), Gestor de Projetos da E.Life

Diante das três visões diferentes de mercado, de cada professor, o primeiro, profissional que atua em agência, o segundo, com foco corporativo, e o terceiro, com foco em agência específica em análise de mídias sociais, o conteúdo foi bastante rico e proveitoso, e percebi que, apesar de muitas vezes os profissionais desta área não se comunicarem com frequencia, as estratégias estão bem alinhadas frente a movimentação do mercado.

foto: Flickr da @pathaddad

foto: Flickr da @pathaddad

Robert Rodrigues começou dizendo que independente do veículo com o qual trabalhamos, lidamos o tempo todo com pessoas. Se antes a rede mundial era de computadores, hoje ela é uma rede mundial de pessoas. Antes, os formadores de opinião eram a família, a igreja e o Estado; depois foram as mídias de massa; e hoje todos podem ser. Simplesmente porque todos produzem conteúdo na rede, opinam, influenciam decisões. O boca-a-boca foi potencializado pela internet, afinal, pessoas confiam em pessoas, e nas redes sociais a mensagem é imediata e por isso, menos distorcida. E o brasileiro é um povo que adora redes sociais, faz parte e participa delas, tanto que o IBOPE revelou que no mês de julho já eram 5 milhões que utilizavam o twitter, por exemplo.

As empresas devem ter transparência ao entregar a sua mensagem ou prometer qualquer coisa pela internet justamente por isso. Uma informação, quando compartilhada com os consumidores, gera mais confiança para uma marca, e ao dialogar com os seus clientes, a conquista pode ser mais rápida.

E como a internet não possui fronteiras geográficas, quando é feito algum comentário, seja ele positivo ou negativo, possui um alcance inestimável. Por exemplo, se falo mal de um serviço prestado por uma empresa aqui no Rio de Janeiro e possuo entre os meus seguidores do twitter, pessoas que moram na Amazônia ou em Porto Alegre, elas ficarão sabendo e poderão replicar para a sua rede.

Lembrou também que é importante saber medir as ferramentas utilizadas, que cada uma possui sua característica e que mesmo que uma empresa não queira levar sua marca para a internet, com certeza ela já está lá, sendo comentada por muita gente!

Descreveu, ainda, as redes sociais mais ativas no momento, com as características de cada uma, e como neste momento é legal atuar nelas e monitorá-las.

O segundo tempo veio com Roberto ALoureiro, fornecendo dados sobre os internautas, e já colocando que iria fazer um terrorismo com a galera em relação as redes sociais. Terrorismo no sentido de que não adianta a sua marca/empresa estar nas redes sociais se não atua ativamente, se não tem pessoas respondendo pela empresa e falando com os consumidores por ali. E que antes de utilizá-las, é necessário conhecê-las, e as suas particularidades, para não gerar um resultado negativo, uma impressão inversa a qual se deseja.

Para isso, o Seeding deve ser feito com bom senso, a marca deve estar atuando como uma parceira dos clientes, conversando, participando e trocando com eles. Quando ele abordou este assunto, lembrei do sou+web de sábado, quando falamos do “rastro” deixado na internet: devemos tomar cuidado com promessas, comentários e respostas que deixamos na internet, pois o google indexa e fica lá, registrado!

Lembrou também que o consumidor hoje tem o poder de escolha, pois está tudo ao seu alcance, basta um clique no botão “Pesquisa google”. E que, se alguma informação não é encontrada ali por ser muito específica, basta procurá-la nas comunidades do Orkut…

Depois, assim como o Robert Rodrigues, descreveu comunidades utilizadas e suas características, de acordo com a sua visão e abordagem diária, o que enriqueceu bastante o conteúdo para nós, que estávamos ali assistindo, pois pudemos ter a visão dos dois lados: agência e empresa.

Paradinha para repor as energias, e o Beto ALoureiro retornou dando continuidade, desta vez falando do diagnóstico e planejamento estratégico para ações nas mídias sociais. As redes sociais devem ser um braço da estratégia on line da empresa, então, por que começar com mídias sociais se o site não existe ou não está atualizado?

Ao fazer o diagnóstico da sua marca, se não for encontrado nenhum comentário tecido até então nas redes sociais, assuntos relacionados ao negócio devem estar na prioridade de busca. Conheça o mercado, a concorrência, escolha palavras relevantes, monte a sua estratégia, alinhe à cultura da empresa, e mão na massa! (Análise SWOT, gente!!) Lembrando sempre que o sucesso da estratégia on line está ligado ao sucesso da estratégia off line. E veja o que ele tem a nos dizer sobre isso:

No planejamento, definir as oportunidades, possíveis problemas, objetivo, metas, verba, equipe e suporte. A evolução dentro das redes sociais vai depender do público e do tipo do negócio. As fases são: presença, conteúdo, relacionamento, SEO/SEM. Medir os resultados das ações também é fundamental: as metas foram alcançadas?

E comece devagar, afinal, o mundo não foi criado em apenas um dia!

Guilherme Rios (@guirios) Foto: Cibele Aviles

Guilherme Rios (@guirios) Foto: Cibele Aviles

A última aula do dia foi sobre mensuração de resultados nas redes sociais, com Guilherme Rios. A geração Y é o consumidor 2.0, pois viu e viveu esta revolução digital e tecnológica, que ainda acontece. Hoje o consumidor é o canal, as mídias sociais são controladas por ele, porém há como medir isso. E a pessoa que for medir, não deve ser a mesma que comunica, que transmite a informação, pois quem mede também acaba auditando.

Ele deu uma dica legal: os consumidores são impulsivos ao comunicar algo negativo em relação a uma marca, porém, ao falar positivamente, devem ser estimulados através de questionamentos.

A sua abordagem não foi técnica, mas sim, conceitual, passando pela cognição, cooperação e confiança dos consumidores: as pessoas avaliam informações, se organizam rumo a objetivos individuais e coletivos, formam rede em torno de uma meta e confiam nas opiniões das outras.

Colocou que a colaboração, quando estimulada, gera buzz positivo e que dentro de um blog o número de comentários também é uma métrica. E dentro de cada tipo de rede social, podem ser medidos: relevância, popularidade, repercussão e influência.

Enfim, o curso foi bastante proveitoso, as diferentes visões por diferentes profissionais do mercado agregaram bastante. Percebemos ao final que apesar de estarmos conectados por uma rede virtual, lidamos o tempo todo com pessoas, e com as informações ao seu alcance, estão cada vez mais exigentes e atuantes em relação as marcas. É necessário transparência, diálogo e uma aproximação com o cliente para que haja conquista, satisfação e fidelização do público que se deseja atingir.

No dia 15/09 participei do curso “Como trabalhar sua marca nas redes sociais”, promovido

pelo iDig (Instituto Digital), em Botafogo. Foram 3 professores:

Robert Rodrigues, Gerente de SEO e Mídias Sociais da Agência Frog
Roberto ALoureiro, Gerente de Redes Sociais da Tecnisa
Guilherme Rios, Gestor de Projetos da E.Life

Diante das três visoes diferentes de mercado, de cada professor, o primeiro, profissional

que atua em agência, o segundo, com foco corporativo, e o terceiro, com foco em agência

específica em análise de mídias sociais, o conteúdo foi bastante rico e proveitoso, e

percebi que, apesar de muitas vezes o profissional desta área não se falar com frequencia,

as estratégias estão bem alinhadas frente a movimentação do mercado.

Robert Rodrigues começou dizendo que independente do veículo com o qual trabalhamos,

lidamos o tempo todo com pessoas. Se antes a rede mundial era de computadores, hoje ela é

uma rede mundial de pessoas. Antes, os formadores de opinião eram a família, a igreja e o

Estado; depois foram as mídias de massa; e hoje todos podem ser. Simplesmente porque todos

produzem conteúdo na rede, opinam, influenciam decisões. O boca-a-boca foi potencializado

pela internet, afinal, pessoas confiam em pessoas, e nas redes sociais a mensagem é

imediata e por isso, menos distorcida. E o brasileiro é um povo que adora redes sociais,

faz parte e participa delas, tanto que o IBOPE revelou que no mês de julho já eram 5

milhões que utilizavam o twitter, por exemplo.

Foi colocado também que as redes sociais facilitam a identificação do nicho, o que facilita

bastante as ações para as empresas.

As empresas devem ter transparência ao entregar a sua mensagem ou prometer qualquer coisa

pela internet justamente por isso. Uma informaçao, quando compartilhada com os

consumidores, gera mais confiança para uma marca, e ao dialogar com os seus clientes, a

conquista pode ser mais rápida.

E como a internet não possui fronteiras geográficas, quando é feito algum comentário, seja

ele positivo ou negativo, possui um alcance inestimável. Por exemplo, se falo mal de um

serviço prestado por uma empresa aqui no Rio de Janeiro e possuo entre os meus seguidores

do twitter, pessoas que moram na Amazônia ou em Porto Alegre, elas ficarão sabendo e

poderão replicar para a sua rede.

Lembrou também que é importante saber medir as ferramentas utilizadas, que cada uma possui

sua característica e que mesmo que uma empresa não queira levar sua marca para a internet,

com certeza ela já está lá, sendo comentada por muita gente!

Descreveu, ainda, as redes sociais mais ativas no momento, com as características de cada

uma, e como neste momento é legal atuar nelas e monitorá-las.

O segundo tempo veio com Roberto ALoureiro, fornecendo dados sobre os internautas, e já

colocando que iria fazer um terrorismo com a galera em relação as redes sociais. Terrorismo

no sentido de que não adianta a sua marca/empresa estar nas redes sociais se não atua

ativamente, se não tem pessoas respondendo pela empresa e falando com os consumidores por

ali. E que antes de utilizá-las, é necessário conhecê-las, e as suas particularidades, para

não gerar um resultado negativo, uma impressão inversa a qual se deseja.

Para isso, o Seeding deve ser feito com bom senso, a marca deve estar atuando como uma

parceira dos cliente, conversando, participando e trocando com eles. Quando ele abordou

este assunto, lembrei do sou+web de sábado, quando falamos do “rastro” deixado na internet:

devemos tomar cuidado com promessas, comentários e respostas que deixamos na internet, pois

o google indexa e fica lá, registrado!

Lembrou também que o consumidor hoje tem o poder de escolha, pois está tudo ao seu alcance,

basta um clique no botão “Pesquisa google”. E que, se alguma informação não é encontrada

ali por ser muito específica, basta procurá-la nas comunidades do Orkut…

Depois, assim como o Robert Rodrigues, descreveu comunidades utilizadas e suas

características, de acordo com a sua visão e abordagem diária, o que enriqueceu bastante o

conteúdo para nós, que estávamos ali assistindo, pois pudemos ter a visão dos dois lados:

agência e empresa.

Paradinha para repor as energias, e o Beto ALoureiro retornou dando continuidade, desta vez

falando do diagnóstico e planejamento estratégico para ações nas mídias sociais. As redes

sociais devem compor um braço da estratégia on line da empresa, portanto, porque começar

com mídias sociais se o site não existe ou não está atualizado?

Ao fazer o diagnóstico da sua marca, se não for encontrado nenhum comentário tecido até

então nas redes sociais, assuntos relacionados ao negócio devem estar na prioridade de

busca. Conheça o mercado, a concorrência, escolha palavras relevantes, monte a sua

estratégia, alinhe à cultura da empresa, e mão na
massa! E lembrando sempre que o sucesso

da estratégia on line está ligado ao sucesso da estratégia off line. E veja o que ele tem a

nos dizer sobre isso:

No planejamento, definir as oportunidades, possíveis problemas, objetivo, metas, verba,

equipe e suporte. A evolução dentro das redes sociais vai depender do público e do tipo do

negócio. As fases são: presença, conteúdo, relacionamento, SEO/SEM. Medir os resultados das

ações também é fundamental: as metas foram alcançadas?

E comece devagar, afinal, o mundo não foi criado em apenas um dia!

Cobertura Sou+Web – Privacidade na Era da Intimidade Coletiva

Em : 14-09-2009 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : eventos, sou+web

12

Diferente das edições anteriores, este Sou+Web se anunciava um debate com perfil mais filosófico, acadêmico, menos prático e repleto de subjetividade. Talvez por isso o número de pessoas na platéia tenha sido um pouco menor, de forma que ninguém precisou ficar em pé ou sentado no chão como em edições anteriores. Mas poucas eram as cadeiras vazias.

Cláudio Hannig, Fernanda Bruno, Marcelo Thompson e Andrea Thompson aguardam perguntas da platéia. Foto: Cibele Aviles

Cláudio Hannig, Fernanda Bruno, Marcelo Thompson e Andrea Thompson aguardam perguntas da platéia. Foto: Cibele Aviles

Pra começar, o mix de palestrantes foi muito bem equilibrado, permitindo que o debate abordasse 3 óticas diferentes sobre como a privacidade vem sendo trabalhada na era da intimidade coletiva. Após a breve introdução do organizador Nino Carvalho, Andréa Thompson, integrante da equipe do DNA Digital, assumiu seu papel de moderadora e contou uma breve história sobre uma menina chamada Sofia e de que forma a sua intimidade era impactada pelas novas mídias, com ofertas de serviços e produtos a cada momento do seu dia. Foi um exemplo lúdico que serviu como pano de fundo para a palestra da Fernanda Bruno, professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e do Instituto de Psicologia, ambos da UFRJ.

Viés Filosófico – Como nós, consumidores, estamos inseridos
Mais do que trazer algum tipo de resposta, a primeira apresentação da manhã veio repleta de questionamentos. De onde vem esse desejo de compartilhar a intimidade que a gente tanto vê na internet? Fernanda Bruno chamou a atenção para os rastros que são deixados por cada atitude que a gente faz na rede. Uma busca, um comentário, uploads e downloads, entre outros, vão deixando pegadas que abastecem um banco de dados. Nesse vai-e-vem de dados, o que é público e o que é privado? Esta linha tênue que divide esses dois conceitos é uma característica inerente da internet? Fernanda acredita que devemos pensar nisso e participar de uma forma mais ativa. Confira um trechinho do bate-papo no vídeo abaixo:

Viés de Mercado – Como as marcas estão agindo
Para falar sobre como as agências e as grandes empresas tem trabalhado os dados dos clientes obtidos em campanhas e utilizados em relacionamentos, Cláudio Hannig, Diretor de Contas da Rapp Brasil e responsável pelo escritório carioca da agência, trouxe uma visão otimista sobre o caso. Neste novo mercado, onde o consumidor tem mais poder, as empresas devem cuidar de sua reputação oferecendo-se como parceiras na caminhada com o cliente. Uma relação como essa exige confiança e as empresas não querem perde-la usando os dados de seu cliente de forma irresponsável. Do contrário, não se reconquista mais essa confiança. A permissão dada pelo cliente deve ser usada na dinâmica de interação, com linguagem e conteúdo customizado, de forma a estimular a relação e o constante aprendizado sobre os consumidores. A palestra do Nino Carvalho sobre Redes Sociais, no Planetário, ressaltava a importância da relevância e da privacidade para conseguir se relacionar com o consumidor. É com esse cuidado que a RAPP trabalha e com o qual o Cláudio acredita que o mercado está se desenvolvendo.

Viés Legal – Como o Direito está tentando regulamentar a bagunça
A apresentação de Marcelo Thompson poderia ter sido o momento menos acalorado dos debates. Pensei que, por conta do seu perfil jurídico e até intimidador como Professor Pesquisador Assistente de Direito e Tecnologia da Informação na Universidade de Hong Kong, falaríamos muito sobre meandros do Direito. Que nada! Foi uma apresentação pra lá de informal, cujo destaque ficou por conta do caso do Bus Uncle (o caso de um tio do ônibus estressado em Hong Kong, que gerou debate na mídia sobre as doenças dos tempos modernos e a ética nos meios de comunicação). Foi um exemplo perfeito de como essa bagunça chamada internet confunde conceitos. Ele falou ainda sobre como o Direito vem enfrentando esses novos desafios e como as redes buscam desenvolver suas próprias regulamentações na ausênciade uma lei específica. Assunto para horas de bate-papo. Confira o vídeo:

Mais uma vez, conteúdo relevante e debate produtivo na manhã de sábado no Ibeu, em Copacabana, onde o evento Sou+Web tem acontecido. A cobertura em tempo real e de forma colaborativa, feita pela própria platéia através do twitter é imbatível. Aguardamos novas informações do Nino Carvalho sobre o tema da próxima edição e o elenco de palestrantes convidados.

E você? Se sente invadido com as propagandas que aparecem no seu e-mail? Com a quantidade de spams que recebe? O behavioral targeting está ganhando proporções assustadoras? Você é dos que acham que o Google um dia vai mandar a conta? Comente esse post, manifeste sua opinião e colabore conosco!

Confira também algumas fotos do evento Sou+Web no Flickr, clicadas por Cibele Aviles.

grande abraço,
Leonardo Spinardi

#soumaisweb – Privacidade na Era da Intimidade Coletiva

Em : 01-09-2009 | Por : Guilherme Mattoso | Categorias : eventos, sou+web

0

soumaisweb

Alô galera! No dia 12/09 rola mais uma edição do #soumaisweb com o tema Privacidade na Era da Intimidade Coletiva. A queridíssima Andrea Thompson, que também assina esse blog, será a moderadora do debate e a sugestão dos palestrantes é indicação dela. O encontro será no auditório do Ibeu de Copa das 10h às 13h. Para fazer a inscrição ou saber mais sobre o evento visite o The Godfather!

Abs,
Guilherme Mattoso |
@mattoso

Find 2009 surpreende pelo inusitado

Em : 16-08-2009 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : design, eventos

3

Organização e escolha dos palestrantes dão fôlego renovado a Arteccom.

Iraniano prova que país está além do que vemos nos jornais.

Finalmente a Arteccom decidiu voltar a realizar seus eventos no Teatro Odylo Costa Filho, na Uerj. Além do acesso fácil tanto para quem vai de metrô ou ônibus quanto para quem vai de carro, há mais opções de restaurante para a hora do almoço, bem pertinho, a uma quadra da faculdade. Sem contar as cadeiras mais confortáveis do que Hotel Glória e Centro de Convenções SulAmérica.

Apesar dos banheiros deixarem a desejar, a organização está de parabéns quanto à tradução simultânea (com aparelhos individuais gratuitos) e ao acesso à internet. A rede wi-fi não ficou congestionada, e os participantes puderam usar tomadas previamente distribuídas pelo teatro. A informação foi passada aos seguidores da @arteccom no Twitter, assim que as portas foram abertas. Por exemplo, a bateria do meu netbook não aguentou 8 horas de palestras. Se não fosse o ponto disponível, o @dnadigital não conseguiria terminar de cobrir o fórum.

 

Os palestrantes

Profissionais de primeiro time foram escalados para o Find 2009. Pouco conhecidos do público em geral, eles mostraram cases, exibiram portfólio e deixaram claro que vivência e conhecimento são primordiais para um designer criativo. Chris Baylis, Masa, Mehdi Saeedi e Raphael Vasconcellos conseguiram prender a atenção de uma plateia bastante exigente e ávida por novidades.

 

Pontos altos…

… pela sistematização na criação de um portfólio. Segundo Masa, diretor de arte na área de entretenimento e moda, “design é resolver problemas de comunicação”. Nada mais próprio do que se posicionar da forma correta antes de posicionar as empresas para as quais pretende trabalhar. Por isso, ele começou sua palestra explicando como aparecer na web de forma sistemática. Além disso, apresentou algumas redes profissionais pouco conhecidas no Brasil, mas que para quem quer trabalhar nos EUA pode criar um megabuzz. Para começar, basta responder algumas perguntas:

Quê serviços você oferece?

Com quem você quer trabalhar?

Como mostrar seu trabalho?

Quando é o momento de se posicionar?

 

Facebook e Linkedin foram citados como ferramentas para se tornar conhecido. Mas estas, os brasileiros já conhecem. A parte interessante fica por conta do Behance e do Krop. Vale a espiada.

 

 … pelo inusitado da obra. A ideia era mostrar a combinação de cores usada pelo designer iraniano, mas Mehdi Saeedi presenteou o público com algo a mais: a oportunidade de conhecer seu país além do que é noticiado nos jornais. Primeiro, veio um estudo de tipografia farsi (persa). Em seguida, uma rajada de pôsteres criativos, bem acabados e cheios de conteúdo. Depois de ver alguns exemplos que ilustram este post, veja o portfólio completo de Mehdi Saeedi aqui.


Por Bia Mansur |
@biamansur

Palestra – Redes Sociais – Planetário

Em : 12-08-2009 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : eventos

3

O evento já me chamava a atenção pelo local onde seria realizado. Acho o Planetário muito charmoso e futurista, e um ambiente ideal para debatermos sobre redes sociais e o futuro da comunicação. A palestra foi promovida pelo Clube da Comunicação, em parceria com o Planetário (que belo auditório), e teve como palestrante o figuraça Nino Carvalho falando sobre redes sociais.

Início de evento e platéia antenada às palavras do Nino. O debate ainda iria pegar fogo.

Início de evento e platéia antenada às palavras do Nino. O debate ainda iria pegar fogo.

Falar sobre redes sociais hoje em dia exige cuidado. Cuidado para não chover no molhado e repetir o be-a-bá que todo mundo já sabe e vivencia. Era o que eu pensava. Engano meu acreditar nisso. Como o momento é de transição, encontramos em um mesmo mercado profissionais de mesmo ofício com perfis completamente opostos. Pessoas com percepções totalmente diferentes a respeito das inovações que a internet trouxe para o mercado de comunicação, principalmente a empresarial. É um choque de gerações. E foi exatamente essa diferença que enriqueceu tanto o debate. O que pode ter sido motivo de deboche para os mais moderninhos e enturmados no assunto, foi o fator-chave para ressaltar o contraste entre esses dois universos coexistentes.

O Clube da Comunicação é formado, em sua grande maioria, por jornalistas que viveram e aprenderam a trabalhar com o modelo antigo do mercado de comunicação. Muitos deles estavam lá no auditório do Planetário. Já o novo profissional conheceu esse modelo antigo, mas participou dessa transição para o novo modelo e compreende perfeitamente o rumo que o mercado tomou. Para se ter idéia do contraste entre esses dois mundos, em certo momento do debate uma assessora de imprensa “das antigas” perguntou de que forma ela poderia se aproveitar do Twitter para manipular o seu público. Não preciso dizer que virou motivo de chacota no mesmo minuto. É de se compreender. Todo mundo sabe que mentira e manipulação tem vida curta nas redes sociais. Mas foi curioso observar a sinceridade e inocência com que foi feita a pergunta. Aquilo era um clássico exemplo de como empresas tradicionais “das antigas” tem enxergado as redes sociais. Elas se perguntam como entrar ali e tirar proveito daquilo e carregam consigo o antigo hábito da comunicação de um via só.

Redes Sociais tomam conta do excelente auditório do Planetário.

Redes Sociais tomam conta do excelente auditório do Planetário.

Com os retratos do antigo e novo mercado bem definidos – quase caricato – a platéia se inflamou e passou a participar ativamente do debate com perguntas e opiniões. Ficou claro que duas horas de duração foram pouco. Quando a conversa começou a se tornar participatiova e colaborativa, quando os slides do Nino já haviam ficado em segundo plano, chegou a hora de terminar o evento. O lado negativo foi que muita coisa ficou por dizer. O positivo foi ter ido embora com um gostinho de quero mais.

Em um breve resumo, o bate-papo passou pelas principais características e mudanças que as redes sociais estão promovendo na forma das pessoas consumirem o mundo. Foi dito que a internet se tornou um reflexo das necessidades das pessoas. Em certo momento, o Nino citou Chris Anderson ao dizer que notícia, jornal e jornalismo são coisas que em breve não existirão mais. As pessoas descobriram outra maneira de consumir a crise mundial, o terrorismo no oriente médio, a gripe suína, que não através dos grandes meios de comunicação.

Sobre a atuação das empresas em redes sociais, falou-se sobre a moeda de maior valor no meio que é a relevância. Em segundo lugar, vem a privacidade. Trabalhar com relevância e privacidade parece ser o caminho do bem na hora de entrar nas redes sociais. É preciso compreender que ao ingressar no meio, aquela interface personifica a identidade da empresa e ali, naquele ambiente, diminui-se a diferença de poder e inicia-se uma conversa de igual para igual. Você vai dar atenção a quem for interessante para você e a quem respeitar as suas escolhas e formas de se comunicar. Não adianta empurrar goela abaixo.

É interessante perceber que as redes sociais são as mesmas que tínhamos antigamente e ainda temos hoje no mundo offline. As senhoras que conversam na missa de domingo, o papo rápido com o porteiro, o almoço de família, a troca de idéia na arquibancada do Maracanã, o fã-clube daquele ator, daquela banda. Estes eram/são nossos filtros. Nessas relações já existem as pessoas que oferecem relevância e privacidade. Você confia na opinião daquele amigo intelectual? E você dá bola ao que fala aquele primo neurótico? Você atende ao telefone daquela tia intrometida? E da fofoqueira? O que diferencia esses dois mundos é a potencialização. Se você trocava idéia com um número restrito de pessoas, agora isso pode ser compartilhado com o mundo e ganhar força. A divisão de poder vem se equilibrando e é excitante vivenciar essa transição, saborear a alegria de um período onde as barreiras caem, os problemas mudam e a gente tem muito mais acesso ao poder.

Salve a anarquia da informação!

Grande abraço,
Léo Spinardi |
@leospinardi