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Circuito 4×1 – Sábado com Muita Interatividade – Parte da Manhã

Em : 16-03-2010 | Por : Cibele Aviles | Categorias : atualidade, comportamento, eventos, mídias sociais, tendências

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Kaka Ferreira (@kakamachine) abriu o segundo dia do evento.

Kaka Ferreira (@kakamachine) abriu o segundo dia do evento.

O segundo dia começou com a galera chegando aos poucos, e logo o @kakamachine abriu com o tema “Criatividade e Péssimas Ideias”. Entre citações, vieram “a maioria das pessoas é outra pessoa” (Oscar Wilde) e o polêmico case da propaganda da Devassa: fail ou sucesso? Afinal, gerou buzz e a marca foi comentada e muito vista. Falou, ainda, que o grande problema de uma campanha é também a falta da troca de informações e comunicação entre as diversas áreas de uma empresa.

 

Edson Mackeenzy – Diretor de Planejamento Videolog
Palestra: O Brasileiro e Seus Hábitos de Consumo

Mackeenzy (@mackeenzy), do Videolog (@videolog), veio logo depois, e começou falando sobre a como a crise afetou o setor. Apresentou números sobre os hábitos de consumo do brasileiro em relação aos vídeos, retirados de uma pesquisa anual que rola com os participantes do Videolog. Confira alguns:

- videos acima de 10 min vem crescendo nos últimos 3 anos;
- videos de 15 a 20 min (na maioria, webseries e curtas) cresceram mais de 100% de 2008 para 2009;
- entretenimento e música são mais vistos;
- 97% dos videos são assistidos até a metade, e apenas 30% das pessoas chegam ao fim deles;

Em 2009:

- 158 milhões de vídeos foram exibidos no Videolog;
- mais de 16 milhões dos vídeos exibidos foram em alta definição;
- 9% dos videos publicados foram em HD.

Mack colocou que a classe C, cada vez mais presente na internet, está potencializando o aumento da audiência no entretenimento, por isso está entre os mais vistos.

Nesta altura, a hashtag #circuito4x1 já era segundo lugar no Trending Topics Brasil, o evento estava bombando desde o dia anterior!

Entre dados e números, foi apresentado também um pouco do Videolog. Totalmente brasileiro, possui um e-learning gratuito para a galera: o e-videolog! Com um estímulo a produção própria, a partir dele todos podem aprender a fazer vídeos, indo ao encontro do foco da empresa, que é incentivar a produção de conteúdo próprio, e não “clonar” o que existe na TV.

Querendo inspirar pessoas a aprender e compartilhar, inovações vem por aí: um espaço para as pessoas aprenderem, negociarem, divulgarem, além de se relacionarem, e tudo grátis.

Após uma pausa para o coffee, a galera da PlusTV (@plustv) subiu ao palco e foi apresentada aos participantes.

 

Fábio Lima – Analista de Marketing Videolog
Palestra: O Uso do Vídeo na Publicidade

Em seguida, Fábio Lima (@fabiolima), Videolog, inicia a sua apresentação de uma forma inusitada: uma conversa com ele mesmo! Ele simplesmente gravou um vídeo dele falando e respondendo a um diálogo com ele mesmo no palco, o que foi bastante divertido!

Fábio Lima (@fabiolima), também do Videolog, iniciou a palestra conversando com ele mesmo no telão.

Fábio Lima (@fabiolima), também do Videolog, iniciou a palestra conversando com ele mesmo no telão.

“Hoje todos podem produzir um vídeo”

Resgatando do fundo do baú os comerciais do (011) 1406  (com o vídeo dos óculos de sol Ambervision), frisou que não tem como adaptar um anúncio da TV para a web, pois esta possui uma linguagem diferente. A web é interativa, permite que se saia fora da caixa.

Inovar de diversas formas e interagir através de vídeo, sendo este como um complemento das ações de marketing, foi um dos recados passados por ele, dentre um exemplo e outro. Um desses exemplos foi o vídeo da campanha da Saveiro e um outro que explora os recursos de vídeo pra web, interagindo com o site inteiro: é “impactar além do vídeo”.

Lembrou também que “A arte é maior que o veículo”, não importa qual seja, a criatividade do artista, do produtor, é que será mais importante do que onde for divulgado; a cultura que fica é maior do que o meio que a exibe. Finalizou com a exibição do primeiro capítulo da webserie – 2012 Onda Zero -, que está rolando no Videolog.

 

Ariel Alexandre – Sòcio e Diretor de TI Videolog
Palestra: A Vida na TV

Ariel Alexandre sobe ao palco e logo mostra cases de sucesso com videologgers, exibindo e valorizando produções nacionais independentes, de qualidade. Só no ano de 2009 foram 158 milhões de vídeos independentes no Brasil postados na web.

Em seguida, sobe ao palco Vanessa Riche (@VanessaRiche), apresentadora do programa Tá na área, Sportv, primeira mulher a narrar um jogo de futebol na televisão. E falando em TV, revelou que a faixa etária do público do SporTV é de 50 anos, que o jovem está em casa  acessando a internet, e ouvindo a tv.

Ariel Alexandre entrevista Vanessa Richie, apresentadora do Tá na Área, da SporTV.

Ariel Alexandre entrevista Vanessa Richie, apresentadora do Tá na Área, da SporTV.

Em um bate-papo descontraído e animado, contou um pouco da sua experiência na TV, relembrou fatos da carreira na área de Comunicação e deu várias dicas profissionais para o público, como, “todo estudante de comunicação deveria começar pelo rádio”; “com a internet, o que vai sobreviver na televisão é o que for feito ao vivo”; “a sua criatividade vai aflorar quando você não tiver recurso ou equipamento quase nenhum para produzir alguma coisa”; e que devemos “saber aproveitar as pequenas oportunidades, o importante é começar, e aprender com os erros e acertos na carreira”.

Desconferência com videologgersPRO e bate-papo.

Desconferência com videologgersPRO e bate-papo.

Em seguida, sobem ao palco para o bate-papo com @fimdejogo, Marco Fisbhen e @modices. Eles falaram sobre as dificuldades que passaram até hoje para fazer suas produções independentes, os poucos recursos em mãos porém que não os impediram de transmitir uma informação relevante em determinado momento.

“Para se ter vídeos de qualidade não é necessário ter super equipamentos!!!”

Recados passados pelos profissionais, antes da sua despedida:

-  O fato em si é muito mais importante do que a qualidade. Não perca a situação!

- Aproveitem a oportunidade que a vida dá para vocês! Mesmo que seja pequena, alguém irá te ver!

- Use a criatividade! É assim que vocês vão fazer a diferença…

E o primeiro tempo deste dia terminou com a exibição inédita do 2º capítulo da web serie 2012 Onda Zero, produção iniciada antes do filme 2012.

Marco Fisbhen

Cobertura do Circuito 4X1 – Dia 05/03 Parte da Tarde

Em : 10-03-2010 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : atualidade, comportamento, eventos, mídias sociais, tendências

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A segunda etapa do Circuito 4X1, realizada na sexta-feira à tarde, começou logo após o almoço e o risco de ter uma platéia sonolenta não era pequeno. Tal fato só não aconteceu porque a sequência de palestras arrebentou e garantiu a agitação do público com assuntos pra lá de relevantes.

- Veja o resumo da parte da manhã, quando o assunto foi o Consumidor 2.0.

Cracha do evento, realizado nos dias 05 e 06 de março, na Faculdade CCAA, no Riachuelo.

Cracha do evento, realizado nos dias 05 e 06 de março, na Faculdade CCAA, no Riachuelo.

Seguida uma após a outra, em um ritmo acelerado, assisti as palestras de Risoleta Miranda (Gestão em Mídias Sociais), Jonatas Abbott (Inovação é Conteúdo e Resultado), Gustavo Loureiro (Web Analytics – Por quê e para quem?) e Patrícia Moura (Empresas mal estruturadas X mídias sociais), que vocês poderão conferir com mais detalhes a partir de agora.

 

Risoleta Miranda – FSB Digital
Palestra: Gestão em Mídias Sociais

Rizzo Miranda abordou as questões em torno das estratégias para mídias digitais.

Rizzo Miranda abordou as questões em torno das estratégias para mídias digitais dentro das empresas.

Usando a definição de “gestão” encontrada no Wikipédia, Rizzo Miranda, como é mais conhecida, iniciou sua palestra diminuindo a importância das ferramentas no processo de gestão das mídias sociais por considerá-las passageiras, enquanto as pessoas, estas sim importantes, protagonizam a comunicação nas extremidades do processo e devem ser colocadas no foco da questão.

Rizzo abordou o assunto sob a ótica das agências, destacando o desafio de estruturar uma proposta de atuação nas redes sociais para as empresas. “É preciso assumir o papel de tradutor dessa nova realidade de comunicação. Como explicar para o diretor de uma empresa o que são followers? Alguém que tem delírio paranóide, ao se cadastrar no twitter e receber a mensagem ‘Fulaninho está seguindo você!’ pode olhar pra trás e tomar um susto”, brincou.

“É preciso assumir o papel de tradutor dessa nova realidade de comunicação. Como explicar para o diretor de uma empresa o que são followers? Alguém que tem delírio paranóide, ao se cadastrar no twitter e receber a mensagem ‘Fulaninho está seguindo você!’ pode olhar pra trás e tomar um susto”

Segundo Risoleta, a gestão de redes sociais tem mais a ver com causas do que com campanhas. As campanhas têm início, meio e fim e funcionam como um botão de on e off. Ou você está no período de campanha ou não está. Já a causa funciona mais como o dial de um rádio, quando as pessoas vão se sintonizando e se engajando de acordo com que entram em contato com aquele assunto e com a relevância que ele tem para cada um.

“A entrega de uma estratégia que faça sentido passa por conhecimentos anteriores como marketing, gestão, Project, cronogramas.”

Ainda assim, Risoleta Miranda garantiu que a palavra-chave em mídias sociais é experimentar, mas que, sem dúvida, planejar ajuda. E muito! “A entrega de uma estratégia que faça sentido passa por conhecimentos anteriores como marketing, gestão, Project, cronogramas.”, ressaltou. Por fim, listou 5 coisas que aprendeu e outras 5 que ainda não aprendeu no trabalho de gestão em mídias digitais:

- O que ela aprendeu:
01- Escolha a pessoa certa para liderar – Ou você fica do tamanho do seu cliente ou não rola. Seu cliente não irá diminuir para ficar do seu tamanho.
02- Tenha metodologia – imersão -> estratégia -> definição do gestor -> analistas de mídias sociais -> monitoramento -> robô -> resultado.
03- A
04- Não há mágica: defina KPIs (metas) – conseguir seguidores, aumentar pageviews ou citações positivas em x comunidades. Mesmo que você depois as derrube.
05- Combine com os clientes a regra do jogo.

- O que ela ainda não aprendeu:
01- Como não ficar stressada – saudável paranóia de monitorar tudo
02- Como lidar com os “millenials
03- Como não atrasar a entrega do projeto – já chegam com prazos estourados.
04- Como mensurar “engagement” – não dá! (ainda)
05- Como fazer um cliente feliz quando você “só” acertou 99,999999%.

Numa mistura de simpatia com diversas referências culturais e científicas, a palestra de Risoleta Miranda chegou ao fim deixando uma excelente impressão. Não a conhecia e gostei muito da sua postura e da sua visão sobre o assunto. Vou buscar conhecer mais sobre seu trabalho nas redes.

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Jonatas Abbott – Diretor Executivo da Dinamize
Palestra: Inovação é Conteúdo e Resultado

Jonatas Abbott não acredita na "Trilha de Sangue" que veiculam por aí.

Jonatas Abbott não acredita na "Trilha de Sangue" que veiculam por aí.

Aparentando ser uma pessoa séria e fechada, Jonatas Abbott começou sua palestra mostrando a sua indignação com a “Trilha de Sangue” que se sucede atualmente nos meios de comunicação. Ledo engano sobre a sua personalidade. Rapidamente a gente consegue perceber o humor e entende que a “Trilha de Sangue” a qual se refere logo nos primeiros slides da apresentação, trata das constantes mortes à TV, jornal, cinema e até e-mail que são anunciadas em veículos formadores de opinião. “Com tanta morte assim, tá parecendo o Notícias Populares de São Paulo”, satirizou.

A indignação de Jonatas com a “Trilha de Sangue” está na crença de que o ser humano não é monofásico, e, portanto, não há necessidade de algum meio morrer para que outro possa existir. “O uso desses meios deve ser crossmedia, complementares. É cada vez mais comum o uso do computador com a TV, com o celular, com a revista”, exemplificou. “Os meios estão se reinventando com o crescimento da internet”.

Em busca da verdade sobre a morte de alguns meios, Jonatas contou que foi buscar conhecer mais sobre o comportamento de um profissional de vanguarda do meio para saber se ele não vê mais TV, não vai ao cinema ou desconsidera jornal como pregam as manchetes. Mostrou slides com opiniões de Michel Lent sobre um programa de TV e sobre um filme visto recentemente no cinema. “Quando vi que o Michel ainda usava esses meios, me senti aliviado. Não estou louco”, contou. A indignação com o frenesi em torno do hype prosseguiu com exemplos das ditas publicidades inteligentes que a internet pode oferecer. Um atrás do outro, foram exibidos exemplos ruins e inconvenientes de propaganda na web dentro dos portais da Globo.com, UOL, entre outros , como botão “fechar” escondido e links por cima de notícias de destaque que o fazem clicar sem querer na publicidade ao tentar visualizar a notícia.

Dando sequência à “Trilha de Sangue”, citou um exemplo de matéria publicada pela Revista Exame, em outubro de 2009, que anunciava a morte do e-mail. “Disparo de e-mail marketing é um dos principais serviços que minha empresa presta. E ele vai morrer?”, se questionou. A matéria justificava a morte do e-mail através do crescimento das redes sociais, mensageiros instantâneos e blogs. “Só se esqueceram de dizer que você precisa de um e-mail para ter uma conta em qualquer um desses meios, né?”, argumentou Jonatas, reforçando a sua crença de que o e-mail está longe de chegar ao fim.

Perto de terminar, o palestrante listou o que considera o tripé de tendências que vão fazer a diferença nos próximos anos. “A entrada das classes C e D, o mercado mobile e as possibilidades de e-commerce dentro desse contexto são tendências que deverão trazer resultados reais”. Segundo Jonatas, muito se fala em realidade aumentada, hologramas e outras tecnologias mais avançadas, mas ele acredita que o que ainda fará diferença será , dentro do contexto acima, ter um bom site (SEO, chat, serviço, usabilidade), estar bem posicionado nos buscadores e um trabalho de e-mail marketing buscando relacionamento direto com os clientes.

No final, surpreendeu a todos ao afirmar que acredita que o cargo de redator pode ser a profissão do futuro. “É preciso respeitar a técnica de quem estudou 4 anos e adquiriu a capacidade de criar títulos interessantes, resumir notícias e elaborar lides que, não raros, possuem 140 caracteres como o Twitter”. Como o conteúdo ainda é o rei, compreendi que o redator seguirá responsável pelo formato, relevância e sedução que textos, fotos, vídeos e infográficos podem exercer na conquista de audiência.

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Gustavo Loureiro – Coordenador do curso de Marketing Digital da Infnet
Palestra: Web Analytics: Por quê e Para quem?

Gustavo Loureiro falou sobre a importância de se medir as ações online.

Gustavo Loureiro falou sobre a importância de se medir as ações online.

Após a palestra ligada no 220v do Jonatas Abbott, tivemos uma palestra mais breve e um pouco mais técnica que as demais. Ela ficou a cargo de Gustavo Loureiro, que focou na importância de se medir as ações realizadas na web. Gustavo ressaltou que é importante fazer campanhas de banner, links patrocinados e e-mail marketing, mas é mais importante ainda mensurar para se ter uma idéia do quanto aquele investimento lhe trouxe de retorno. Dependendo do caso, o acompanhamento pode ser mensal, quinzenal ou semanal, mas é importante acompanhar essa evolução até que se tenha um histórico rico de informações para avaliar.

Gustavo citou o exemplo de um disparo de e-mail marketing que teria custado mil reais. Se apenas duas pessoas responderam e compraram através daquele e-mail, cada uma delas teria saído a 500 reais para empresa. “Valeria mais ter pago um almoço para cada uma”, brincou. Gustavo ainda fez uma observação da importância do qualitativo em relação ao quantitativo. Em muitos casos, como no caso de um vídeo de divulgação do curso da Infnet, é muito mais interessante saber que os alunos estão ansiosos para o início das aulas (qualitativo) do que quantas pessoas viram o vídeo (quantitativo). Mas essas métricas devem respeitar a característica do que está sendo medido, seja a audiência de um site, o retorno de um e-mail marketing ou os benefícios de ações de SEO.

Para terminar, Gustavo Loureiro achou importante ressaltar que talvez o acompanhamento das métricas esteja sendo feito por uma área específica dentro das empresas, mas que elas podem ganhar muito mais importância se forem compartilhadas com outros setores da companhia como a área comercial ou outras áreas técnicas. Áreas com visões diferentes podem identificar outros sentidos e oportunidades nas informações monitoradas.

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Patrícia Moura – Coordenadora de Mídias Sociais da agência Binder/FC+M
Palestra: Empresas Mal Estruturadas X Mídias Digitais

Patrícia Moura chamou atenção para a falta de estrutura das empresas e o desejo delas de estar nas redes sociais.

Patrícia Moura chamou atenção para a falta de estrutura das empresas e o desejo delas de estar nas redes sociais.

Conhecida por @missmoura, Patrícia também fez uma palestra rápida, na reta final do evento, quando o público já se encontrava cansado. O assunto, sem dúvida, era pertinente e Patrícia veio para colocar o dedo na ferida. “O que a gente tem visto é que o desejo dos clientes de estar nas mídias sociais tem gerado estratégias prematuras”. A palestra veio para avaliar a entrada das empresas nas mídias sociais em relação às alterações que precisariam ser feitas em sua estruturas para que estejam prontas.

Segundo Miss Moura, uma reclamação que surja nas redes sociais, como no site Reclame Aqui, não impacta somente a área de marketing responsável por monitorar esse ambiente, mas respinga também no chão de fábrica, envolve a logística, comunicação interna e até o funcionário insatisfeito que está atendendo ao telefone mal. “É uma mudança estrutural, até física mesmo, para se construir um caminho que possa atender os canais”.

Patrícia Moura falou a respeito do “Contrato Psicológico” que acontece entre consumidor e marca. Segundo ela, ao entrar em contato com uma propaganda, antes mesmo da compra/contrato, a pessoa já se vislumbra desfrutando dos benefícios daquele produto ou serviço. No exemplo de uma bicicleta, Patrícia reforçou que a expectativa de passear, emagrecer e viver bons momentos já estão embutidas nesse contrato psicológico. Quando esse contrato não se realiza ou é quebrado, o resultado é o ódio declarado por parte do usuário.

Patrícia ainda chamou a atenção para os impactos que uma imagem negativa na web pode gerar para marca além da internet. “Se geral está falando mal, menos pessoas irão acreditar nas próximas propagandas na TV ou revista”, exemplificou. Por fim, Patrícia concluiu: “Ou as empresas atendem as expectativas geradas ou é melhor realinhar as promessas.”

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Resumo do Evento

Após a apresentação de Patrícia Moura, ainda aconteceu um debate, que foi curto, sem a presença de Rizzo Miranda e com curta participação do Jonatas Abbott. A platéia também já estava cansada e já se passava das 18h.

Sobre o evento, gostei da estrutura, do ambiente e do conteúdo dos palestrantes. Saí da Faculdade CCAA ainda meio zonzo diante de tanta informação. Cabe aqui os parabéns para o Oscar Ferrira (@kakamachine) pela organização e estruturação do evento. Muita gente que vê não deve ter idéia do quão custoso e trabalhoso é reunir profissionais de destaque dentro de um estrutura com telão, internet wi-fi, boa acústica e pontos de eletricidade ao longo do auditório para a platéia poder conectar seus note e netbooks. Que venham os próximos aqui no Rio. Pelo que já fiquei sabendo, parece que o Circuito 4X1 vai rodar em outras cidades do Brasil.

Sorte e Sucesso!

Cobertura do Circuito 4X1 – Dia 05/03 Parte da Manhã

Em : 07-03-2010 | Por : Leonardo Spinardi | Categorias : atualidade, comportamento, mídias sociais, tendências

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Com o objetivo de levar informação, novidades e incitar o questionamento aos profissionais de Marketing Digital e comunicação no Rio de Janeiro, o Circuito 4X1 foi realizado na Faculdade CCAA, no Riachuelo, e contou com um primeiro dia muito agitado e repleto de palestras.

- Veja também a cobertura da parte da TARDE, do Circuito 4X1.

Ciclo de palestras sobre Marketing Digital, em dois dias de evento.

Ciclo de palestras sobre Marketing Digital, em dois dias de evento.

Cheguei às nove horas em ponto e o auditório, muito bonito, com ótima acústica e confortável, ainda estava vazio. Meia-hora depois, tempo que o evento se permitiu atrasar para aguardar a chegada de mais gente, começou a palestra do Maurício Vargas, Diretor Executivo do site Reclame Aqui que, com sua voz por vezes parecida com a do Lula, o presidente, discorreu sobre o comportamento do consumidor 2.0 e as experiências do site em mediar a conversa entre estes consumidores e as empresas.

CONSUMIDOR 2.0 – Maurício Vargas – Diretor Executivo do Reclame Aqui

Com 3/4 do auditório ocupado, majoritariamente por um público entre 20 e 30 anos, Maurício Vargas entrou com o pé na porta ao garantir que as empresas não compreendem essa nova dinâmica das mídias sociais porque pessoas com a idade dele (47) estão no comando das corporações. Deixou bem claro que não se trata exatamente da idade, mas de uma geração que precisa se destravar, perder o medo, para entender o que está acontecendo. Vestido com uma camisa verde, com o que me pareceu o lema do Reclame Aqui (“Deus Perdoa. O Consumidor Não.”), Maurício abordou o comportamento das gerações da Belle Epoque, Baby Boomers, X, Y e Z, e reuniu a porcentagem ativa na internet dessas gerações dentro da “Geração G”, segundo conceito próprio. E contou o caso curioso da mãe dele, ativa da internet, que comprou um Ephone – sim, o Ephone! – no site Compre da China, para mostrar como parcelas dessas gerações usam a web.

Palestra do Meurício Vargas, do site Reclame Aqui, sobre o Consumidor 2.0.

Palestra do Maurício Vargas, do site Reclame Aqui, sobre o Consumidor 2.0.

Ficou claro na palestra que a principal habilidade de uma empresa hoje não está em vender, mas em conversar com o cliente. Cliente este que está cada vez mais crítico e exigente, que está no comando, e que se ainda chega na loja física para reclamar de forma acanhada ou tímida, na internet ele incorpora e tem consciência do seu poder de disseminação (“Tô Podendo!”).

“Quantas vezes o diretor da sua empresa leu alguma reclamação de cliente?”

Por fim, Maurício contou que um trabalho de SEO realizado em 2007 trouxe muita relevância para o site Reclame Aqui, que começou a aparecer em primeiro lugar quando o nome de alguma empresa muito citada era procurado no Google. As empresas ficavam loucas de estarem associadas a um site de reclamação. Garantiu que o Reclame Aqui não aceita patrocínios, que eles estão retirando gradativamente o Google AdSense por algumas incompatibilidade geradas pelos anúncios automáticos e que o site sobrevive de consultoria. Ao final, explicou que mais do que ajudar os clientes a lidar com produtos ruins e serviços mal prestados, a grande satisfação dele está em ser protagonista dessa grande revolução.

“Terceirizar atendimento na sua empresa é como passar um cheque em branco.”

Mais Reclame Aqui…
CONSUMIDOR 2.0 – Eduardo Neveswww.pensarsobretudo.com.br

Após a palestra do Maurício Vargas, fomos para o cofee break e no retorno já emendamos no bate-papo com Eduardo Neves, também do Reclame Aqui, que abordou outros pontos do consumidor 2.0 e o relacionamento com o SAC das empresas. De início, ressaltou a importância dos profissionais de marketing na mudança de cultura dentro das empresas. Ele acredita que as novidades acontecem fora do mercado e estes profissionais são os responsáveis por captá-las e apresentá-las dentro das empresas em forma de possibilidades. Passou rapidamente pelo termo “crowdsourcing” e a importância de ser transparente para contar com a colaboração do usuário

“Ninguém vai ajudar uma empresa sem saber como o jogo funciona, de que forma está colaborando e o que pode ganhar com isso”.

Em um dos slides, citou o curioso caso da Grainger e do lema “One Call Does It All” adotado pela empresa, que visou garantir que o cliente que ligasse teria seu problema resolvido nessa ligação. Para isso, foi criada uma estrutura absurda que garantisse que diversas áreas da companhia se comunicassem de forma ágil para dar esse retorno ao cliente ainda naquela ligação.

Eduardo Neves atribui o sucesso do Reclame Aqui ao fato dele desempenhar uma tarefa que as empresas não fazem, promovendo a conciliação e respondendo o que deve ser respondido. Chamou atenção para o perfil compreensivo do cliente quando há transparência no processo de atendimento. Se ele percebe que a coisa não está congelada, que estão fazendo algo para resolver o problema dele, ele espera, é paciente.

Na reta final da palestra, criticou o comportamento das empresas de usarem a web para vender, mas focar o pós-vendo nos call centers. Segundo ele, não bate. Cadê as ferramentas que permitiriam que o usuário resolvesse pela internet o seu problema, da mesma forma de quando fez a compra? Ainda finalizou dizendo que muitas agências estão oferecendo serviços de monitoramento de redes sociais, mas que são vendidos como nada para resolver coisa nenhuma. É preciso uma imersão no universo da empresa para traçar uma estratégia diante dos gráficos e números gerados pelos robôs.

E tome mais Reclame Aqui…
Diego Campos – Diretor de TI e Conteúdo do Reclame Aqui
A palestra do Diego Campos foi em substituição a outra que não pôde ocorrer, mas nem por isso foi menos interessante. Ele acabou dando um panorama geral sobre o serviço que o Reclame Aqui presta e das próximas novidades que estão por vir, segundo ele, ainda este ano. Diego tentou mostrar o lado de que não é só o consumidor que deve buscar a empresa, mas o contrário também. Ele acredita que o Reclame Aqui proporciona essa oportunidade às empresas, mas que o objetivo é ajudar o consumidor, que sempre está em desvantagem e conta com órgãos muito burocráticos como o PROCON, para ter seus problemas resolvidos.

Segundo Diego, engana-se quem acredita que somente as empresas grandes é que são criticadas no Reclame Aqui. Ele garante que as pessoas estão usando o Reclame Aqui para reivindicar qualidade dos produtos e serviços de micro e pequenas empresas também. Não é porque o cara tem uma única loja no interior de uma cidade distante que ele está imune ao poder do consumidor 2.0.

Para este ano, Diego prometeu uma versão light voltada exclusivamente para consultas; uma reformulação do portal que permita mais integração entre clientes com problemas similares; e, por último, um site com foco em notícias contendo relatos de compras enviados pelos próprios consumidores. Vamos aguardar porque vem muita coisa nova por aí!

Debate da Manhã

A platéia pode perguntar à equipe do site Reclame Aqui sobre o consumidor 2.0.

A platéia pode perguntar à equipe do site Reclame Aqui sobre o consumidor 2.0.


Com os 3 convidados no palco, e mediado pelo Oscar Ferreira (@kakamachine), o bate-papo ao final da manhã rondou em torno do tão falado consumidor 2.0. Acredita-se que o brasileiro ainda reclame pouco, por dois fatores que são a cultura passiva e a descrença que os jovens herdaram dos pais nos canais convencionais, principalmente do governo. Nesse momento, foi citada uma reportagem feita pela Revista Exame em julho de 2009, onde mostrava a eficácia do site Reclame Aqui, com 15 empregados, em relação ao PROCON com uma equipe muito superior (foto abaixo).

Box da revista Exame (Jul/09) comparando a eficácia do PROCON e do reclame Aqui.

Box da revista Exame (Jul/09) comparando a eficácia do atendimento do PROCON a do site Reclame Aqui.

Surgiu da platéia a sugestão para que o Reclame Aqui permita a publicação de evidências da reclamação como áudio, print screen e vídeos. Diego Campos, Diretor de TI e Conteúdo do site, informou que recebe recomendações do departamento jurídico para a limitação dessa possibilidade. “Não dá para ter controle sobre as fotos postadas, que podem vir a ser um print ou uma foto de pedofilia”, justificou. Sem citar as questões de segurança em relação à propagação de vírus e malwares. Contudo, Diego reconhece a importância e garante que há esforços dentro da empresa para viabilizar essa necessidade que, segundo ele, as próprias empresas já solicitaram. Contou um caso de uma empresa de telecomunicação – veja só! – que disse que se o usuário conseguisse mandar um PDF com a conta telefônica dele seria muito mais rápido resolver o problema do que se a empresa tivesse que solicitar ao departamento interno responsável.

Ao fim, questionado se o Reclame Aqui recebera muitos processos das empresas, Maurício Vargas disse que sim, contabilizando cerca de 30, mas que nunca foi condenado pela justiça. Isso porque existem medidas que repassam a responsabilidade da reclamação ao consumidor. É ele quem assina a reclamação e é responsável pela publicação daquele conteúdo. Obviamente, mediado pelo Reclame Aqui. Mas a justiça tem entendido que se trata de um direito do consumidor e até hoje ainda não condenou nenhum caso do site.

“No Reclame Aqui, que é um site de reclamação, destaca-se o menos pior. Mas este menos pior, naquele ambiente, é percebido como o melhor pelo consumidor”.

Saiba mais:
- Confira galeria de fotos do DNA Digital no Flickr
- Veja também a cobertura do Plus TV, com entrevista dos palestrantes do primeiro dia.

Com o objetivo de levar informação, novidades e incitar o questionamento aos profissionais de Marketing Digital e comunicação no Rio de Janeiro, o Circuito 4X1 foi realizado na faculdade CCAA, no Riachuelo, e contou com um primeiro dia muito agitado e repleto de palestras.

Cheguei às nove horas em ponto e o auditório, muito bonito, com ótima acústica e confortável, ainda estava vazio. Meia-hora depois, tempo que o evento se permitiu atrasar para aguardar a chegada de mais gente, começou a palestra do Maurício Vargas, Diretor Executivo do site Reclame Aqui que, com sua voz por vezes parecida com a do Lula, o presidente, discorreu sobre o comportamento do consumidor 2.0 e as experiências do site em mediar a conversa entre estes consumidores e as empresas.

CONSUMIDOR 2.0 – Maurício Vargas – Diretor Executivo do Reclame Aqui

Com 3/4 do auditório ocupado, majoritariamente por um público entre 20 e 30 anos, Maurício Vargas entrou com o pé na porta ao garantir que as empresas não compreendem essa nova dinâmica das mídias sociais porque pessoas com a idade dele (47) estão no comando das corporações. Deixou bem claro que não se trata exatamente da idade, mas de uma geração que precisa se destravar, perder o medo, para entender o que está acontecendo. Vestido com uma camisa verde, com o que me pareceu o lema do Reclame Aqui (“Deus Perdoa. O Consumidor Não.”), Maurício abordou o comportamento das gerações da Belle Epoque, Baby Boomers, X, Y e Z, e reuniu a porcentagem ativa na internet dessas gerações dentro da “Geração G”, segundo conceito próprio. E contou o caso curioso da mãe dele, ativa da internet, que comprou um Ephone – sim, o Ephone! – no site Compre da China, para mostrar como parcelas dessas gerações usam a web.

Ficou claro na palestra que a principal habilidade de uma empresa hoje não está em vender, mas em conversar com o cliente. Cliente este que está cada vez mais crítico e exigente, que está no comando, e que se ainda chega na loja física para reclamar de forma acanhada ou tímida, na internet ele incorpora e tem consciência do seu poder de disseminação (“Tô Podendo!”).

Quantas vezes o diretor da sua empresa leu alguma reclamação de cliente?

Terceirizar atendimento na sua empresa é como passar um cheque em branco.

Por fim, Maurício contou que um trabalho de SEO realizado em 2007 trouxe muita relevância para o site Reclame Aqui, que começou a aparecer em primeiro lugar quando o nome de alguma empresa muito citada era procurado no Google. As empresas ficavam loucas de estarem associadas a um site de reclamação. Garantiu que o Reclame Aqui não aceita patrocínios, que eles estão retirando gradativamente o Google AdSense por algumas incompatibilidade geradas pelos anúncios automáticos e que o site sobrevive de consultoria. Ao final, explicou que mais do que ajudar os clientes a lidar com produtos ruins e serviços mal prestados, a grande satisfação dele está em ser protagonista dessa grande revolução.

Mais Reclame Aqui…

CONSUMIDOR 2.0 – Eduardo Neves – www.pensarsobretudo.com.br

Após a palestra do Maurício Vargas, fomos para o cofee break e no retorno já emendamos no bate-papo com Eduardo Neves, também do Reclame Aqui, que abordou outros pontos do consumidor 2.0 e o relacionamento com o SAC das empresas. De início, ressaltou a importância dos profissionais de marketing na mudança de cultura dentro das empresas. Ele acredita que as novidades acontecem fora do mercado e estes profissionais são os responsáveis por captá-las e apresentá-las dentro das empresas em forma de possibilidades. Passou rapidamente pelo termo “crowdsourcing” e a importância de ser transparente para contar com a colaboração do usuário

“Ninguém vai ajudar uma empresa sem saber como o jogo funciona, de que forma está colaborando e o que pode ganhar com isso”.

Em um dos slides, citou o curioso caso da Grainger (HIPERLINK) e do lema “One Call Does It All” adotado pela empresa, que visou garantir que o cliente que ligasse teria seu problema resolvido nessa ligação. Para isso, foi criada uma estrutura absurda que garantisse que diversas áreas da companhia se comunicassem de forma ágil para dar esse retorno ao cliente ainda naquela ligação.

Eduardo Neves atribui o sucesso do Reclame Aqui ao fato dele desempenhar uma tarefa que as empresas não fazem, promovendo a conciliação e respondendo o que deve ser respondido. Chamou atenção para o perfil compreensivo do cliente quando há transparência no processo de atendimento. Se ele percebe que a coisa não está congelada, que estão fazendo algo para resolver o problema dele, ele espera, é paciente.

Na reta final da palestra, criticou o comportamento das empresas de usarem a web para vender, mas focar o pós-vendo nos call centers. Segundo ele, não bate. Cadê as ferramentas que permitiriam que o usuário resolvesse pela internet o seu problema, da mesma forma de quando fez a compra? Ainda finalizou dizendo que muitas agências estão oferecendo serviços de monitoramento de redes sociais, mas que são vendidos como nada para resolver coisa nenhuma. É preciso uma imersão no universo da empresa para traçar uma estratégia diante dos gráficos e números gerados pelos robôs.

E tome mais Reclame Aqui…

Diego Campos – Diretor de TI e Conteúdo do Reclame Aqui

A palestra do Diego Campos foi em substituição a outra que não pode ocorrer, mas nem por isso foi menos interessante. Ele acabou dando um panorama geral sobre o serviço que o Reclame Aqui presta e das próximas novidades que estão por vir, segundo ele, ainda este ano. Diego tentou mostrar o lado de que não é só o consumidor que deve buscar a empresa, mas o contrário também. Ele acredita que o Reclame Aqui proporciona essa oportunidade às empresas, mas que o objetivo é ajudar o consumidor, que sempre está em desvantagem e conta com órgãos muito burocráticos como o PROCON, para ter seus problemas resolvidos.

Segundo Diego, engana-se quem acredita que somente as empresas grandes é que são criticadas no Reclame Aqui. Ele garante que as pessoas estão usando o Reclame Aqui para reivindicar qualidade dos produtos e serviços de micro e pequenas empresas também. Não é porque o cara tem uma única loja no interior de uma cidade distante que ele está imune ao poder do consumidor 2.0.

Para este ano, Diego prometeu uma versão light voltada exclusivamente para consultas; uma reformulação do portal que permita mais integração entre clientes com problemas similares; e, por último, um site com foco em notícias contendo relatos de compras enviados pelos próprios consumidores. Vamos aguardar porque vem muita coisa nova por aí!

Debate da Manhã

Com os 3 convidados no palco, e mediado pelo Oscar Ferreira (@kakamachine), o bate-papo ao final da manhã rondou em torno do tão falado consumidor 2.0. Acredita-se que o brasileiro ainda reclame pouco, por dois fatores que são a cultura passiva e a descrença que os jovens herdaram dos pais nos canais convencionais, principalmente do governo. Nesse momento, foi citada uma reportagem feita pela Revista Exame em julho de 2009, onde mostrava a eficácia do site Reclame Aqui, com 15 empregados, em relação ao PROCON com uma equipe muito superior (foto abaixo).

Surgiu da platéia a sugestão para que o Reclame Aqui permita a publicação de evidências da reclamação como áudio, print screen e vídeos. Diego Campos, Diretor de TI e Conteúdo do site, informou que recebe recomendações do departamento jurídico para a limitação dessa possibilidade. “Não dá para ter controle sobre as fotos postadas, que podem vir a ser um print ou uma foto de pedofilia”, justificou. Sem citar as questões de segurança em relação à propagação de vírus e malwares. Contudo, Diego reconhece a importância e garante que há esforços dentro da empresa para viabilizar essa necessidade que, segundo ele, as próprias empresas já solicitaram. Contou um caso de uma empresa de telecomunicação – veja só! – que disse que se o usuário conseguisse mandar um PDF com a conta telefônica dele seria muito mais rápido resolver o problema do que se a empresa tivesse que solicitar ao departamento interno responsável.

Ao fim, questionado se o Reclame Aqui recebera muitos processos das empresas, Maurício Vargas disse que sim, contabilizando cerca de 30, mas que nunca foi condenado pela justiça. Isso porque existem medidas que repassam a responsabilidade da reclamação ao consumidor. É ele quem assina a reclamação e é responsável pela publicação daquele conteúdo. Obviamente, mediado pelo Reclame Aqui. Mas a justiça tem entendido que se trata de um direito do consumidor e até hoje ainda não condenou nenhum caso do site.

“No Reclame Aqui, que é um site de reclamação, destaca-se o menos pior. Mas este menos pior, naquele ambiente, é percebido como o melhor pelo consumidor”.

http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/tecnologia/rival-procon-482556.html

Briga de gigantes: será que vai pra frente?

Em : 24-11-2009 | Por : Cibele Aviles | Categorias : atualidade

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Fight

É, pois é, vem aí mais uma briga de gigantes, e mais uma vez a Microsoft está dentro, como oportunista: conteúdo pago x conteúdo “encontrado”. Digo mais um briga de gigantes porque no passado a Microsoft brigou com a Apple, e, para quem não conhece a história, recomendo o filme “Piratas do Vale do Silício”.

Em tempos em que muito se fala em compartilhar informações, que o poder está com as pessoas e não mais com as empresas, interatividade, participação coletiva, criação conjunta de conteúdo etc., temos de repente um choque de conceitos: duas empresas de peso sinalizam que o conteúdo poderá ser sim, pago. De certa forma, se tudo correr como o que se está noticiando.

A primeira, News Corp, empresa de mídia que publica jornais como o Wall Street Journal e Times, entre outros, quer restringir o acesso às suas informações no Google; e a segunda, Microsoft, quer aproveitar esta decisão e promover sua ferramenta de busca Bing, ao ofertar valor determinado para a exclusividade do acesso a informação destes jornais.

Engraçado que, no mesmo dia foi noticiado (pelo próprio Wall Street Journal) que a Wikipedia está mal das pernas, pelo fato das pessoas estarem abandonando o site, não estarem mais publicando como antes (perdeu mais de 49 mil editores durante os três primeiros meses de 2009, comparados com apenas 4.900 do mesmo período no ano anterior). Leia a reportagem da Folha on line (que tem o conteúdo público)

Para quem conhece um pouco de web, sabe que é possível impedir que o google indexe conteúdo de sites, bastando determinar no arquivo robots.txt (recomendo leitura do livro SEO, do @webpaulo, resenhado aqui).

Ficam algumas questões a serem respondidas:
O que as pessoas estão pensando sobre isso? Concordam, discordam? Vivemos e respiramos conteúdo encontrado e valorizamos isso atualmente.

Até que ponto as empresas de mídia se incomodam em ter o seu conteúdo disponível para ser encontrado?

A Microsoft poderia deixar de ser concorrente direta do Google, ao disponibilizar apenas conteúdo exclusivo, se focar nisso? Será que outras empresas aceitariam esta condição?

O que vocês estão achando disso tudo? Deixem a sua opinião para nós!

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos…

Leia mais:

Estadao.com.br 
- Globo on line
- Portal Terra

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Ciba Aviles
@ctaviles