Sites institucionais: inovação ou morte?
Em : 27-01-2010 | Por : Cibele Aviles | Categorias : Artigos, Inovação, Tendências
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Ultimamente tenho visto posts sobre o fim dos sites institucionais e, por ter trabalhado “um tantinho” com isso, vou colocar aqui também a minha visão deste mercado.
RECORDAR É VIVER…
Lembro quando comecei o meu primeiro estágio, em 1998, como web designer: para montar os sites, as fontes de informações que chegavam em nossas mãos eram cartões de visita dos clientes e folhetos impressos; os textos viravam uma página em HTML, com o logotipo e alguma animação em ‘.gif’. Os sites se resumiam em “quem somos”, “o que fazemos”, e um e-mail e telefone de contato. Posso dizer mesmo que eram folhetos online e as empresas se preocupavam simplesmente em estar presente na internet, sem critérios de como e por que, afinal, a web era maior novidade daquele momento.
Com o passar do tempo, as páginas ganharam mais conteúdo, e as empresas melhoraram a sua forma de apresentação, com uma cara mais profissional e séria. Entraram “história”, “visão e missão”, “localização”, “serviços”, “clientes”, além de um formulário de contato, não mais apenas um e-mail. Aqui também foi a época em que os sites possuiam uma página convidando os usuários a entrar no site (quem se lembra?
).
Vieram os sites que utilizavam bastante javascript (menus com on mouse over!), depois os que abusavam das animações em flash, então o ‘.asp’ e ‘.jsp’, ajax… e há pouco, o conceito de acessibilidade diminuiu o ritmo de animações invisíveis aos leitores de tela.
Tecnologias a parte, nos últimos anos cresceu rapidamente o conceito de comunidades, com a entrada do Orkut (hoje com 6 anos) e mais recentemente do Twitter, que mudaram a posição do telespectador: os consumidores passaram a opinar, trocar ideias e até a interferir nos serviços e produtos oferecidos pelas empresas. E os sites…
MORTE AOS SITES? OU EVOLUÇÃO PARA PORTAIS MAIS DINÂMICOS E INTERATIVOS?
Esta semana, acessei o site de uma empresa que há tempos não via e percebi que o conteúdo era o mesmo de 3 anos atrás. Pensei: “esse literalmente parou no tempo!”. Mas por quê? Simplesmente porque, há 3 anos, não se via nem se pensava a internet com o dinamismo e o imediatismo que possui hoje.
Os usuários atuais, principalmente os heavy users, o neoconsumidor, a geração Y e as novas que virão por aí, estão mais exigentes, mais seletivas e mais perceptivas a ‘falcatruas’. Sabem dessa sua condição e, por isso mesmo, quando veem que algo não está nos eixos, logo “colocam a boca no trombone”.
Após o “boom” das comunidades e redes sociais na web e a “nova forma” da empresa se comunicar com o seu público, tem-se percebido que os sites institucionais estão ficando realmente fora de moda. O estático perdeu espaço para o dinamismo, que está na vida das pessoas quase full time. A informação chega, é percebida, e dali 5 minutos já está velha. Consequência da evolução (ou revolução?) da web.
As empresas mais inovadoras e antenadas perceberam isso e logo trataram de mudar seus sites. Algumas começaram com o blog institucional, forma de conversar com seus clientes dentro de um ambiente mais controlado que não apenas as comunidades no orkut.
Chegou então o conteúdo mais dinâmico e os serviços ‘úteis’ agregados; o RSS; o video e o audio, além dos textos e imagens, viraram também fontes de informação; aumentou – e bem – o espaço para a integração das comunidades e redes sociais, com um apelo ao conteúdo mais detalhado para o próprio portal. Muitos passaram a possuir perfis oficiais nas comunidades e redes sociais e por ali captam os sentimentos do seu público, atendendo e interagindo com ele.
Isso sem falar na usabilidade e acessibilidade que também começam a entrar nos layouts, contribuindo para encontrar o que se busca com mais rapidez, além das comunidades voltadas para públicos específicos, criadas pelas próprias empresas!
Do lado corporativo, os portais começam a tomar o lugar dos sites institucionais, ao permitir o atendimento a todos os públicos envolvidos com a empresa (internos, stakeholders, externos…). Ambientes voltados para cada um deles, com conteúdo e serviços específicos, possibilidade de personalização através da criação de perfis, participação e colaboração, crescem com mais maturidade.
O que nós, profissionais da área, não devemos esquecer nunca, é que este “mundo maravilhoso” demanda um planejamento alinhado com a estratégia da empresa e muito bem definido, justamente pelo dinamismo da web como um todo. E que no mundo virtual vamos nos deparar com todo o tipo de situação real, e devemos estar preparados para lidar com ela, seja qual for.
Afinal, este é o papel das áreas de Marketing e Comunicação, certo?
O que vem pela frente, ainda é incerto. Empresas trocarão definitivamente os seus portais por comunidades customizadas? Existe maturidade suficiente para isso dentro e fora delas? Vamos aguardar…enquanto isso, caminhamos de acordo com a evolução de cada uma das partes.
Leia mais:
- post da Risoleta Miranda no FSBPR Digital;
- eMarket;
- Neoconsumidor;
- Geração Y;
- ning;
[ ]’s,
Ciba Aviles
@ctaviles










Esta Autoregulamentação surgiu para complementar o projeto de lei 21/2004 (atualmente na Comissão de Educação do Senado), do senador Eduardo Azeredo (PSDB), que proíbe o envio de mensagens não solicitadas, incluindo o e-mail marketing. Não há uma diferenciação neste projeto entre um e outro!
Para quem quiser saber mais sobre o tema, haverá uma palestra sobre ele no dia 19 de agosto, quarta-feira, no encontro mensal do WebAnalytics Wednesday (WAW):